O pôr do sol tingiu o céu de Caracas, capital da Venezuela, de um vermelho intenso nesta terça-feira (30), em meio ao caos das operações de resgate das vítimas dos terremotos que atingem a região desde a quarta-feira (24). Moradores registraram o fenômeno, que contrastou com a destruição causada pelos sismos.
Balanço de mortos e feridos
Segundo o governo venezuelano, o número de mortos subiu para 1.943, enquanto os feridos chegam a 10.571 — quase o dobro do balanço anterior. Autoridades informaram que 6.461 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.
Os dois terremotos em sequência, ocorridos na noite de 24 de junho, foram os mais fortes no país em mais de 100 anos. Além das mortes, derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital e arredores.
Desaparecidos e dimensão do desastre
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas. Equipes de resgate seguem mobilizadas, mas as chances de encontrar sobreviventes diminuem com o passar do tempo.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) calcula que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas. Os danos a residências, veículos e empresas são estimados em US$ 6,7 bilhões (R$ 34,68 bilhões), conforme avaliação por satélite do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).



