Crimeia declara emergência após ataques ucranianos com drones
Crimeia declara emergência após ataques com drones

As autoridades instaladas pela Rússia na Crimeia declararam situação de emergência após uma série de ataques ucranianos com drones. A medida, anunciada nesta quarta-feira, visa garantir o funcionamento dos serviços essenciais diante de cortes de energia e escassez de combustível que afetam a península.

Ataques com drones e impacto na infraestrutura

Nas últimas semanas, a Ucrânia intensificou os ataques aéreos contra alvos na Crimeia, utilizando drones de longo alcance. As investidas atingiram subestações elétricas e depósitos de combustível, provocando apagões e racionamento. Segundo autoridades locais, cerca de 40% da população enfrenta cortes programados de energia.

Declaração de emergência e medidas adotadas

O governo instalado por Moscou na Crimeia afirmou que a declaração de emergência permitirá mobilizar recursos para restabelecer a infraestrutura e distribuir geradores e combustível. "Estamos tomando todas as medidas para minimizar o impacto na população", disse o chefe da administração regional, Sergei Aksyonov, em comunicado oficial.

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A medida também inclui restrições à circulação de veículos e toque de recolher em algumas áreas, visando facilitar a logística de reparos e evitar ataques.

Reação russa e dificuldades de defesa

O Ministério da Defesa da Rússia admitiu dificuldades em proteger a Crimeia dos ataques ucranianos. "As defesas aéreas estão operando, mas a densidade de drones é um desafio", declarou o porta-voz Igor Konashenkov. Analistas apontam que a Ucrânia tem explorado brechas na cobertura antiaérea russa.

Impacto no turismo e na economia local

A crise energética já afeta o turismo, setor vital para a Crimeia. Hotéis e pousadas relatam cancelamentos, e a temporada de verão está ameaçada. A escassez de combustível também prejudica o transporte e a agricultura.

A situação agrava as tensões na região, que completa uma década sob controle russo. A Ucrânia, por sua vez, afirma que continuará os ataques até a desocupação da península.

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