O Ministério da Indústria da China emitiu uma orientação formal nesta sexta-feira para que as montadoras do país resistam à “concorrência irracional” e priorizem a segurança de seus produtos, incluindo veículos, peças automotivas e sistemas de direção assistida e autônoma. A determinação consta de um comunicado oficial da pasta, divulgado após uma reunião com as principais fabricantes do setor.
Diretrizes para produção e lançamento de novos produtos
De acordo com o ministério, as montadoras devem identificar problemas relacionados à consistência da produção, confiabilidade e durabilidade dos veículos. Além disso, as empresas precisam realizar uma avaliação completa dos riscos à segurança ao lançarem novos projetos e produtos. A pasta enfatizou que as companhias não devem se envolver em “propaganda exagerada ou enganosa”, visando coibir práticas que possam induzir os consumidores a erro.
Foco em sistemas de direção autônoma
O ministério também orientou as montadoras a “reforçarem as avaliações de segurança dos recursos combinados de assistência ao motorista e direção autônoma”. A medida ocorre em meio ao crescente investimento das fabricantes chinesas em tecnologias de direção autônoma, que têm gerado preocupações regulatórias sobre a segurança dos sistemas. As autoridades chinesas afirmaram que intensificarão a supervisão e a inspeção da consistência e da qualidade da produção, com penalidades para os infratores.
Contexto e impacto no setor
A orientação do Ministério da Indústria reflete a preocupação do governo chinês com a competição acirrada no mercado automotivo, que tem levado algumas empresas a adotar práticas consideradas arriscadas. A China é o maior mercado automotivo do mundo, e a indústria local tem se expandido rapidamente, especialmente no segmento de veículos elétricos e autônomos. A medida busca equilibrar inovação com segurança, garantindo que as montadoras não comprometam a qualidade em busca de vantagens competitivas.
O comunicado não especificou quais montadoras estavam presentes na reunião, mas a pasta afirmou que as principais fabricantes do país foram convocadas. A iniciativa sinaliza um endurecimento da regulação sobre o setor, que pode impactar desde pequenas startups até grandes grupos automotivos.



