Terremoto atinge casa da mãe de venezuelana que vive no Brasil
A venezuelana Adrianna Yndhira Galindo Gonzalez, de 50 anos, que reside no Brasil há quase oito anos, enfrenta momentos de angústia desde que terremotos devastaram a Venezuela na quarta-feira (24). A casa de sua mãe, Maria Asunción Galindo Gonzalez, de 76 anos, foi danificada pelos tremores na Ilha de Margarita, a cerca de 470 km de Caracas. “A casa da minha mãe foi atingida e não posso fazer nada. Graças a Deus ela está bem, mas estou muito preocupada. Eles estão sem internet e sem energia”, relatou Adrianna.
Imigrante acompanha situação à distância
Adrianna, que viveu sete anos em Juiz de Fora (MG) e se mudou para Curitiba (PR) em 2024 com os dois filhos, acompanha a situação à distância. Ela contou que a mãe não conseguiu sair a tempo sozinha devido às suas condições, mas um vizinho a ajudou a evacuar. Após o susto, a mãe está na casa de parentes, mas Adrianna não conseguiu mais contato. “Até a última informação que tive, ela estava segura. Mas a preocupação continua enquanto eu não consigo falar com ela novamente”, disse.
História de imigração e laços familiares
Adrianna deixou a Venezuela há oito anos com os filhos, fugindo da crise política e econômica. Em Juiz de Fora, enfrentou adaptação cultural, aprendizado do idioma e dificuldades para validar seus estudos. Hoje, trabalha como professora de espanhol em Curitiba. Apesar de ter reconstruído a vida no Brasil, mantém fortes laços com a Venezuela, onde a mãe optou por ficar.
Terremotos devastam Venezuela e causam mortes
Dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira, seguidos por pelo menos 20 réplicas, conforme o governo local. Os tremores foram sentidos em cidades do norte do Brasil. Prédios e casas desabaram em Caracas e outras regiões, com mais de 160 mortes confirmadas. Os abalos ocorreram por volta das 19h (horário de Brasília), com menos de um minuto de intervalo. O epicentro principal foi próximo a El Guayabo, a cerca de 160 km de Caracas.



