O economista Jim O'Neill, conhecido por cunhar o acrônimo BRIC, levanta um alerta sobre o tamanho do mercado de ações dos Estados Unidos em comparação com a China. Em sua coluna, ele questiona se a Bolsa americana não se tornou grande demais diante da economia chinesa, que vem crescendo e se desenvolvendo rapidamente.
O'Neill aponta desequilíbrio
Segundo O'Neill, a capitalização de mercado das bolsas dos EUA representa uma parcela desproporcional do PIB global, enquanto a China, apesar de ser a segunda maior economia do mundo, tem um mercado acionário relativamente menor. Ele sugere que isso pode indicar uma supervalorização das ações americanas e uma subvalorização das chinesas.
O'Neill destaca que, historicamente, o mercado americano já foi dominante, mas a ascensão da China e de outras economias emergentes deveria levar a uma redistribuição mais equilibrada. Ele cita dados mostrando que a capitalização das bolsas dos EUA equivale a cerca de 50% do mercado global, enquanto a China representa menos de 10%.
Riscos para investidores
Para O'Neill, a concentração excessiva no mercado dos EUA expõe os investidores a riscos sistêmicos. Ele recomenda que os investidores diversifiquem suas carteiras, incluindo ativos chineses e de outros mercados emergentes, para mitigar possíveis perdas em caso de correção.
O economista também critica a falta de representatividade da China nos índices globais, o que distorce a alocação de capital. Ele defende que os índices deveriam refletir melhor o peso econômico real dos países.



