Bolsa dos EUA é grande demais diante da China? Jim O'Neill analisa
Bolsa dos EUA é grande demais ante China? Jim O'Neill

O economista Jim O'Neill, conhecido por cunhar o termo 'BRICs', levanta um debate crucial: a Bolsa de Valores dos Estados Unidos estaria excessivamente grande em comparação com a China? Em sua coluna, ele analisa a disparidade de valuation e os riscos de concentração no mercado americano, que atingiu níveis recordes impulsionado por gigantes de tecnologia.

Concentração de mercado nos EUA

O'Neill aponta que as cinco maiores empresas americanas (Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e Nvidia) representam mais de 25% do S&P 500, uma concentração histórica. Enquanto isso, a China, segunda maior economia do mundo, tem uma participação muito menor nos índices globais, apesar de seu crescimento robusto. 'A Bolsa dos EUA está claramente superdimensionada em relação ao peso econômico da China', afirma o economista.

Oportunidades na China

Para O'Neill, investidores podem estar ignorando oportunidades na China, cujo mercado de ações está descontado. Ele cita que o índice Shanghai Composite caiu cerca de 10% nos últimos 12 meses, enquanto o S&P 500 subiu 20%. 'Há um descolamento entre o desempenho das ações e o crescimento do PIB chinês', observa. O'Neill sugere que uma alocação maior em ativos chineses poderia diversificar riscos e capturar valor.

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Riscos de uma correção

O colunista alerta que a concentração extrema nos EUA aumenta a vulnerabilidade a correções. 'Se as big techs enfrentarem regulamentação ou desaceleração, o impacto pode ser severo', escreve. Ele recomenda que investidores considerem exposição a mercados emergentes, especialmente China e Índia, para equilibrar carteiras.

Perspectiva global

O'Neill conclui que a dominância americana nos mercados não reflete a nova ordem econômica multipolar. 'A China e outros emergentes crescerão mais rápido, e suas bolsas devem acompanhar', prevê. A análise serve como alerta para quem aposta todas as fichas nos EUA.

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