Os bloqueios de estradas na Bolívia diminuíram significativamente após 46 dias de distúrbios, com o número de interrupções caindo pela metade. No entanto, a escassez de alimentos e medicamentos ainda persiste em várias regiões do país, indicando que a crise está longe de ser resolvida.
Contexto dos protestos
Os protestos, que começaram em maio de 2026, exigem a renúncia do presidente Rodrigo Paz. Os manifestantes, em sua maioria apoiadores de partidos de oposição e grupos sindicais, bloquearam estradas estratégicas, prejudicando o abastecimento e a economia. As perdas econômicas já somam US$ 2,8 bilhões, afetando setores como comércio, agricultura e transporte.
Sinais de alívio
Nos últimos dias, houve uma redução no número de bloqueios, com a polícia conseguindo desobstruir algumas vias principais. Em San Julián, no departamento de Santa Cruz, confrontos entre manifestantes e forças de segurança resultaram em veículos incendiados, mas a situação se acalmou. Além disso, divisões entre os manifestantes e acordos trabalhistas pontuais sugerem uma possível abertura para negociações com o governo.
Escassez persistente
Apesar da diminuição dos bloqueios, a escassez de itens essenciais continua. Supermercados em cidades como La Paz e Santa Cruz relatam falta de alimentos básicos, como arroz, óleo e leite, além de medicamentos. A população enfrenta filas e racionamento, e os preços dos produtos disponíveis dispararam. O governo tenta coordenar comboios de abastecimento, mas a logística ainda é desafiadora.
Perspectivas futuras
Especialistas avaliam que, embora os sinais de alívio sejam positivos, ainda é cedo para declarar o fim da crise. A exigência central dos manifestantes – a renúncia de Paz – não foi atendida, e novos protestos podem surgir. Enquanto isso, a população sofre com as consequências econômicas e sociais, e a pressão sobre o governo aumenta para encontrar uma solução negociada.



