O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, tomará posse no dia 7 de agosto na cidade de Cali, após o Congresso aprovar nesta quarta-feira (29) a transferência temporária de suas funções para essa cidade. A cerimônia, tradicionalmente realizada na sede do Parlamento em Bogotá, será realizada no sudoeste do país, conforme solicitado pelo direitista, que venceu as eleições de junho contra o senador Iván Cepeda, candidato da esquerda e do atual presidente Gustavo Petro.
Primeira vitória legislativa em minoria
Com a aprovação de sua proposta, De la Espriella conquistou sua primeira vitória legislativa em um Congresso onde sua representação é minoritária. Inicialmente, ele buscava tomar posse em uma base militar no conturbado departamento de Cauca, mas o presidente de esquerda Gustavo Petro, que não reconhece o resultado da eleição e alega fraude eleitoral, não autorizou o uso de instalações militares para o evento.
Detalhes da votação e reações
A lei colombiana estabelece que a cerimônia de posse presidencial aconteça no Congresso. No entanto, com 58 votos a favor e 30 contra, o Senado ratificou a transferência de suas funções para um auditório universitário em Cali, a terceira cidade mais populosa do país, atingida por constantes ataques de guerrilhas. A Câmara já havia tomado a mesma decisão na terça-feira. A bancada legislativa de esquerda, liderada por Cepeda, votou contra e argumentou que a transferência geraria custos adicionais. Seus congressistas anunciaram que não comparecerão à posse e convocaram mobilizações em Bogotá, Cali e Barranquilla, reduto político de De la Espriella.
Plano de governo e estratégias
Com um discurso anti-sistema, De la Espriella busca consolidar o apoio no Congresso dos partidos tradicionais para implementar suas reformas, como cortar em 40% o tamanho do Estado e agir com mão pesada contra guerrilheiros e narcotraficantes. O advogado milionário de 47 anos afirmou que recorrerá a decretos caso o Congresso bloqueie suas reformas. A posse em Cali, cidade de maioria conservadora, simboliza sua ruptura com a capital e seu compromisso com as regiões afetadas pela violência.



