Resultado histórico após longa apuração
Keiko Fujimori, do partido Força Popular, foi eleita presidente do Peru neste domingo, 29 de junho de 2026, após 22 dias de apuração. Com 100% das urnas apuradas, ela obteve 50,135% dos votos válidos, contra 49,865% de Roberto Sánchez, da coligação Juntos pelo Peru. A diferença foi de pouco mais de 49 mil votos, uma das margens mais estreitas da história recente do país.
Quarta tentativa de Keiko
Esta é a quarta vez que Keiko Fujimori disputa a presidência. Ela havia perdido em 2011 para Ollanta Humala, em 2016 para Pedro Pablo Kuczynski e em 2021 para Pedro Castillo. A vitória representa a volta do fujimorismo ao poder, após o governo de seu pai, Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000.
Alegações de fraude e problemas logísticos
A eleição foi marcada por denúncias de irregularidades. A campanha de Sánchez alegou fraude, mas o Tribunal Eleitoral peruano rejeitou os pedidos de recontagem total. Problemas logísticos, como atrasos na chegada de atas eleitorais em zonas rurais, prolongaram a apuração. Observadores internacionais da OEA consideraram o processo válido, embora tenham apontado a necessidade de melhorias no sistema eleitoral.
Reações e perspectivas
Em seu discurso de vitória, Keiko Fujimori afirmou: "Vamos governar para todos os peruanos, promovendo a unidade e o desenvolvimento." Já Roberto Sánchez reconheceu a derrota, mas disse que "a luta contra a corrupção e pela justiça social continua". A comunidade internacional, incluindo Brasil e Estados Unidos, parabenizou a nova presidente. Keiko enfrenta desafios como a crise econômica, a instabilidade política e a polarização social.



