Fujimori e Sánchez encerram campanha no Peru em clima tenso
Fujimori e Sánchez encerram campanha no Peru

Os candidatos à Presidência do Peru, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, encerraram neste sábado suas campanhas eleitorais em meio a uma disputa acirrada, em um país assolado pela criminalidade e instabilidade política. O segundo turno das eleições ocorre neste domingo, com quase 27 milhões de eleitores aptos a votar.

Promessas de campanha

Keiko Fujimori, líder do partido Fuerza Popular, enfatizou em seu discurso de encerramento a necessidade de restaurar a segurança e a estabilidade no Peru. Ela prometeu uma gestão firme contra o crime organizado e a corrupção, além de políticas econômicas que estimulem o crescimento. Já Roberto Sánchez, candidato do partido de esquerda Juntos por el Perú, defendeu uma mudança radical no modelo político e econômico do país, acusando as elites tradicionais de corrupção e negligência com as classes mais pobres.

Cenário de incerteza

A disputa eleitoral reflete a profunda insatisfação da população com a classe política, após uma década marcada por crises institucionais, escândalos de corrupção e uma escalada da violência. Pesquisas recentes indicam um empate técnico entre os dois candidatos, com um número significativo de eleitores indecisos, o que torna o resultado imprevisível.

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  • Segurança pública: Fujimori propõe endurecimento das leis e maior presença policial; Sánchez aposta em programas sociais e prevenção.
  • Economia: Fujimori defende políticas liberais e incentivos ao investimento; Sánchez propõe reforma tributária e fortalecimento do estado.
  • Corrupção: Ambos prometem combater a corrupção, mas divergem sobre os métodos e a abrangência das investigações.

O clima de tensão foi acentuado por denúncias de tentativas de fraude e interferência externa, o que levou a comunidade internacional a acompanhar de perto o pleito. Organizações como a Organização dos Estados Americanos (OEA) enviaram observadores para garantir a transparência do processo.

Independentemente do resultado, o novo presidente enfrentará o desafio de unificar um país dividido e restaurar a confiança nas instituições. A expectativa é que o vencedor anuncie medidas concretas nos primeiros dias de mandato para lidar com a crise de segurança e a instabilidade política.

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