Dois terremotos de magnitudes semelhantes, mas com consequências muito diferentes, abalaram o Japão e a Venezuela no final de julho de 2026. Enquanto o tremor japonês, de magnitude 7,1, causou 5 mortes e 200 feridos, o sismo venezuelano, de 6,8 graus, deixou um saldo de 50 mortos e mais de 1.000 feridos, além de extensos danos materiais.
Características dos tremores
O terremoto no Japão ocorreu na região de Miyazaki, na ilha de Kyushu, a uma profundidade de 30 quilômetros. Já o abalo na Venezuela atingiu o estado de Sucre, próximo à cidade de Cumaná, com hipocentro a apenas 15 quilômetros de profundidade. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), profundidades rasas amplificam a intensidade das ondas sísmicas na superfície.
Infraestrutura e preparo
O Japão possui um dos códigos de construção mais rigorosos do mundo, com edificações projetadas para resistir a sismos frequentes. “A diferença nos números de vítimas reflete décadas de investimento em engenharia sísmica e sistemas de alerta precoce”, explicou o sismólogo Hiroshi Tanaka, da Universidade de Tóquio. Na Venezuela, a maioria das construções não segue normas antissísmicas, e muitas habitações informais desabaram.
Dados do USGS indicam que, no Japão, 90% dos prédios permaneceram habitáveis após o tremor. Já em Cumaná, cerca de 40% das edificações sofreram danos severos ou colapso total. As autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência em três municípios.
Impacto humano e econômico
Além das vítimas fatais, mais de 10 mil pessoas ficaram desabrigadas na Venezuela, contra 800 no Japão. O governo venezuelano estima prejuízos de US$ 500 milhões, enquanto no Japão os danos são avaliados em US$ 200 milhões, apesar da magnitude maior. “A resiliência estrutural e a rapidez na resposta fazem toda a diferença”, afirmou o engenheiro civil venezuelano Carlos Rivas, da Universidade Central da Venezuela.
Lições para o futuro
Os eventos destacam a importância de investimentos em prevenção. Especialistas recomendam que países vulneráveis adotem políticas de construção segura e sistemas de alerta. O Japão já acionou seus protocolos de evacuação em 10 minutos, enquanto na Venezuela a falta de sirenes e rotas de fuga agravou o caos.



