As exportações do Brasil para a Argentina registraram uma queda de 18% nos últimos 12 meses, segundo dados oficiais. O resultado reflete a desaceleração econômica do país vizinho e as dificuldades cambiais que têm reduzido a demanda por produtos brasileiros. A Argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil no Mercosul, e a retração preocupa setores como o automotivo e o de máquinas agrícolas.
Queda nas exportações e impactos no comércio bilateral
De acordo com levantamento do Ministério da Economia, a redução nas vendas para a Argentina foi puxada principalmente por veículos e autopeças, que sofreram com a menor atividade industrial no país vizinho. Além disso, a desvalorização do peso argentino e as restrições cambiais impostas pelo governo local tornaram as transações mais difíceis. Especialistas apontam que a tendência de queda deve continuar no curto prazo, até que a Argentina estabilize sua economia.
Trump renova emergência nacional sobre o Brasil
Em paralelo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu prorrogar por mais um ano a declaração de emergência nacional relacionada ao Brasil. A medida, que já estava em vigor, permite ao governo americano adotar sanções econômicas e outras restrições contra o país. A justificativa oficial é a necessidade de combater ameaças à segurança nacional dos EUA, mas analistas interpretam a renovação como um sinal de tensão nas relações bilaterais.
A decisão de Trump gerou reações no Itamaraty, que afirmou estar monitorando a situação e buscando esclarecimentos diplomáticos. O Brasil é um dos principais destinos de investimentos americanos na América Latina, e a renovação da emergência pode afetar o clima de negócios entre os dois países.
Inflação brasileira se aproxima do teto da meta
No cenário doméstico, a prévia da inflação oficial — o IPCA-15 — encostou no teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O indicador ficou em 0,30% em julho, acumulando 4,45% em 12 meses, bem próximo do limite superior de 4,50%. O resultado acendeu alertas no Banco Central, que pode vir a cortar a taxa Selic para estimular a economia. Contudo, a proximidade com o teto reduz o espaço para novos afrouxamentos monetários.
Economistas consultados pelo mercado financeiro avaliam que, se a inflação continuar subindo, o Copom pode ser obrigado a interromper o ciclo de cortes de juros. Por outro lado, a atividade econômica ainda fraca e o desemprego elevado pressionam por estímulos. A decisão do Banco Central será crucial para o rumo da economia no segundo semestre.



