Ex-ministro da Bolívia é preso por gasolina contaminada que danificou 30 mil carros
Ex-ministro boliviano preso por gasolina contaminada

Prisão do ex-ministro Mauricio Medinaceli

O ex-ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Mauricio Medinaceli, foi preso na cidade de La Paz sob acusação de envolvimento na compra de gasolina contaminada. O combustível adulterado causou danos em mais de 30 mil veículos em todo o país. A prisão ocorre no âmbito de uma investigação mais ampla sobre a falta de controle de qualidade durante o governo de Rodrigo Paz.

Contexto do escândalo

As reclamações sobre danos em motores começaram a aumentar a partir de janeiro, após o presidente Rodrigo Paz acabar com os subsídios aos combustíveis. A medida, que prometia eliminar as filas nos postos, resultou na importação de gasolina de baixa qualidade. De acordo com as autoridades, a gasolina adquirida continha níveis elevados de enxofre e outros contaminantes, o que provocou falhas mecânicas em milhares de veículos.

Investigação e responsabilidades

A investigação apontou que o Ministério de Hidrocarbonetos, sob a gestão de Medinaceli, não realizou os testes de qualidade necessários antes de autorizar a distribuição do combustível. A Procuradoria-Geral da Bolívia afirmou que há indícios de conluio entre funcionários públicos e fornecedores estrangeiros. Medinaceli nega as acusações, mas a Justiça determinou sua prisão preventiva.

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Impacto nos consumidores

Até o momento, mais de 70 mil pedidos de indenização foram registrados por proprietários de veículos afetados. Destes, cerca de 36 mil já receberam compensações financeiras do governo. Os valores variam conforme o dano, mas a maioria dos reparos custou entre 500 e 2.000 dólares. Muitos motoristas relatam que os motores começaram a apresentar problemas logo após o abastecimento, como perda de potência e emissão de fumaça excessiva.

Medidas do governo

O governo de Rodrigo Paz anunciou a criação de uma comissão especial para investigar o caso e garantir a qualidade dos combustíveis importados. Além disso, prometeu agilizar o pagamento das indenizações restantes. No entanto, críticos apontam que a situação poderia ter sido evitada se os controles de qualidade tivessem sido mantidos. O escândalo também gerou protestos em várias cidades bolivianas, com manifestantes exigindo a renúncia de autoridades responsáveis.

Consequências legais

Medinaceli é o primeiro alto funcionário preso neste caso, mas a investigação continua. Outros ex-funcionários do Ministério de Hidrocarbonetos também estão sendo investigados. As penas podem incluir prisão de até 10 anos por peculato e danos ao patrimônio público. O julgamento deve começar nos próximos meses.

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