EUA divulgam acordo de trégua com Irã no G7; Trump ameaça romper
EUA divulgam acordo de trégua com Irã no G7; Trump ameaça

Os Estados Unidos divulgaram os detalhes do acordo de trégua com o Irã durante a cúpula do G7, grupo das sete democracias mais ricas do mundo. O presidente americano, Donald Trump, chegou à reunião com uma hora de atraso e declarou: 'Eu sou o chefe'. Posteriormente, Trump afirmou que o acordo de trégua firmado com o Irã não é definitivo e ameaçou retomar os ataques caso não aprove o texto final ou se o regime iraniano não se comportar.

Detalhes do acordo de 14 pontos

Na quarta-feira (17), autoridades americanas confirmaram à imprensa o conteúdo do acordo de 14 pontos. Entre os principais pontos, está a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã, com participação voluntária dos EUA. O documento também prevê o fim dos confrontos no Líbano e a suspensão das sanções contra o Irã. O Estreito de Ormuz ficará aberto sem pedágio por 60 dias, após os quais Irã e países do Golfo deverão negociar um acordo de longo prazo para a passagem. O Irã se compromete a não desenvolver armas nucleares e a diluir seu estoque de urânio enriquecido sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.

Declaração conjunta do G7

Os líderes do G7 assinaram uma declaração conjunta saudando a trégua entre EUA e Irã, pedindo cessar-fogo imediato no Líbano e reabertura total do Estreito de Ormuz. A declaração também defendeu a soberania e integridade territorial da Ucrânia, com promessa de aumentar a ajuda militar e pressionar os setores de petróleo e gás da Rússia. Temas como o papel da ONU e mudanças climáticas foram omitidos para não desagradar Trump. O presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião do encontro, disse que foi positivo obter o apoio dos EUA nos documentos sobre Oriente Médio e Ucrânia.

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Reuniões de Lula e críticas a Trump

O presidente Lula teve reuniões com os presidentes do Egito e da Ucrânia. Em coletiva, explicou por que não pediu reunião bilateral com Trump para discutir ameaças de tarifas contra o Brasil: 'Eu não pedi bilateral para o Trump porque nós estamos em negociação. Eu acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Ele sabe disso. É por isso que eu disse que ele ainda continua agindo como imperador'. Lula também comentou a decisão de Trump de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas: 'Essas facções criminosas são terroristas para o povo brasileiro, para o povo das comunidades no Brasil. Não são terrorista como você pensa. Eles não querem brigar e derrotar o Estado. Eles querem dinheiro. Então é diferente'.

Trump confunde filhos de Bolsonaro

Trump disse que conversou com Lula no G7, mas fez críticas ao Brasil, chamando-o de 'país politicamente difícil e perigoso'. Em seguida, confundiu o ex-deputado Eduardo Bolsonaro com o senador Flávio Bolsonaro, afirmando que 'prenderam o Bolsonaro Junior, ele estava indo bem nas pesquisas e eles o prenderam porque ele fez um pronunciamento no Texas'. Eduardo e Flávio não foram presos. Na terça-feira (16), o STF condenou Eduardo Bolsonaro por coação no processo sobre a trama golpista. Lula afirmou: 'Ele tem direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Agora, não se meta nas eleições do Brasil porque as eleições do Brasil é um problema do Brasil'.

Tecnologia e proteção de menores

O G7 também discutiu o impacto da tecnologia, pedindo que empresas do setor garantam ambientes digitais seguros para crianças e adolescentes. A declaração defende que plataformas tenham mecanismos para proteger a saúde mental e a privacidade dos jovens e remover conteúdos relacionados a abuso infantil e outros crimes.

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