Há mérito na queixa por reajuste de bolsas de estudo no exterior, mas é preciso assegurar que o conhecimento adquirido seja útil ao país. A opinião é do GLOBO, em editorial publicado nesta quarta-feira. A remuneração dos bolsistas deve trazer ganhos para a sociedade como um todo.
A importância do reajuste
O editorial reconhece que a defasagem das bolsas de pós-graduação no exterior é real e que o reajuste é necessário para manter a competitividade dos programas brasileiros. No entanto, ressalta que não basta apenas aumentar os valores; é fundamental que haja um retorno efetivo para o Brasil.
Condições para o investimento
Para que o investimento público seja justificado, o conhecimento adquirido pelos bolsistas deve ser aplicado em benefício da sociedade. Isso inclui a produção de pesquisas relevantes, a transferência de tecnologia e a contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país.
O editorial também destaca a necessidade de mecanismos de avaliação e acompanhamento dos bolsistas, garantindo que o retorno esperado seja alcançado. A Capes e outras agências de fomento devem atuar de forma integrada para maximizar os resultados.
Desafios e perspectivas
Entre os desafios apontados estão a fuga de cérebros e a dificuldade de reinserção dos pesquisadores no mercado brasileiro. Para mitigar esses problemas, políticas públicas devem ser criadas para estimular o retorno e a fixação dos profissionais no país.
Em suma, o editorial defende que o reajuste das bolsas é justo, mas condicionado a um compromisso com a utilidade social do conhecimento. A sociedade brasileira precisa ver resultados concretos do investimento em formação no exterior.



