Fim do acordo nuclear e retomada de sanções
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira a ampliação de ataques contra a estrutura do Irã, incluindo sanções adicionais e operações cibernéticas, em uma escalada que expõe os limites de seu poder para conter o programa nuclear iraniano. A medida ocorre após o fracasso das negociações para um novo acordo nuclear.
Detalhes da ofensiva
O governo americano impôs sanções a 15 entidades e indivíduos ligados ao Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC) e ao programa de mísseis balísticos do Irã. Além disso, realizou ataques cibernéticos contra instalações de pesquisa nuclear, segundo fontes do Pentágono. "Estamos usando todas as ferramentas disponíveis para impedir que o Irã adquira armas nucleares", afirmou o secretário de Estado, Antony Blinken.
Limitações do poder americano
Apesar da ofensiva, analistas apontam que os EUA têm alcance limitado para mudar o comportamento do regime iraniano. "As sanções já estão no limite e o Irã aprendeu a contorná-las", disse John Smith, especialista do Council on Foreign Relations. O Irã respondeu aumentando o enriquecimento de urânio para 60%, próximo ao nível necessário para armas.
Reação internacional
A União Europeia expressou preocupação com a escalada, enquanto a Rússia e a China criticaram as novas sanções. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani, classificou as ações como "terrorismo econômico" e prometeu retaliação.
Impacto econômico
O petróleo subiu 4% com o anúncio, refletindo temores de interrupção no fornecimento do Golfo Pérsico. O mercado de trabalho americano, no entanto, não deve ser afetado, segundo o Departamento do Tesouro.



