El Niño pode beneficiar Brasil e Argentina, aponta Oxford Economics
O fenômeno climático El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, pode trazer um alívio incomum para partes da América Latina. De acordo com um relatório da Oxford Economics, Brasil e Argentina estão entre os países menos expostos à alta dos preços dos alimentos causada pelo fenômeno e podem até se beneficiar de melhores condições para as safras.
América do Sul é a região menos vulnerável
Em uma análise de riscos em 20 mercados emergentes, a Oxford Economics classificou a América do Sul como a região menos vulnerável aos efeitos do El Niño. Brasil e Argentina aparecem como os países “menos expostos” e com maior chance de se beneficiar de condições mais favoráveis para culturas como milho e soja.
Chuvas intensas podem favorecer grãos, mas trazem riscos para alimentos frescos
Chuvas mais intensas podem favorecer a produção de grãos em partes do Brasil e da Argentina. Por outro lado, inundações podem interromper o abastecimento de hortaliças, tubérculos, frutas e peixes. Segundo a Oxford, o principal risco para a América Latina não é a falta generalizada de grãos, mas aumentos pontuais nos preços de alimentos frescos.
Peru é um dos mais expostos
O Peru é um dos países mais expostos aos impactos do El Niño, devido à possível queda na atividade pesqueira. Essas variações de preço podem ser intensas, segundo a Oxford, mas tendem a ser temporárias. Em geral, bancos centrais tratam esses movimentos como pontuais, e não como riscos persistentes de inflação.



