O Dois de Julho é considerada a data cívica mais importante da Bahia por celebrar a consolidação prática da libertação do povo brasileiro contra o domínio português entre os anos de 1822 e 1823. Apesar de o processo de independência ter sido liderado politicamente pelos senhores de engenho, que buscavam manter seus privilégios e o status quo da escravidão, a expulsão definitiva dos colonizadores só se concretizou por meio de batalhas árduas e sangrentas, tanto em terra quanto no mar, como as batalhas de Pirajá e de Itaparica.
Participação popular e diversidade
O grande diferencial da luta na Bahia foi a intensa participação popular e a diversidade de seus combatentes. O movimento contou com a força e a resistência de pessoas pretas, pobres, trabalhadores braçais, escravizados, libertos, vaqueiros, populações indígenas e canoeiros.
Protagonismo feminino
Além disso, o protagonismo feminino foi fundamental para esse processo. Entre as mulheres que se destacaram na época estão Maria Quitéria, que se alistou disfarçada de homem; Joana Angélica, que sacrificou a vida para proteger o Convento da Lapa; e Maria Filipa, mulher negra e marisqueira que liderou um grupo para queimar embarcações portuguesas.
Podcast aprofunda o tema
Para se aprofundar no tema, a apresentadora Camila Oliveira recebe os historiadores Thiago Dantas e Ricardo Carvalho no episódio 187 do podcast Eu Te Explico. Thiago Dantas é bacharel em Direito e mestre em História, com formação complementar em Direito Público, História da Bahia e Governança Climática. Ricardo Carvalho é professor de História e historiador, produtor cultural, diretor teatral e apresentador da série "Insurgentes" no History Channel.
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