O projeto de 'céu único' na América do Sul, que visa abrir o mercado aéreo para companhias estrangeiras operarem rotas regionais, pode destravar novas conexões, mas especialistas apontam que os maiores beneficiados serão países menores, como Uruguai e Paraguai. O Brasil, com sua já extensa malha aérea doméstica, deve sentir um impacto mais gradual.
Medida chega com atraso e sem queda imediata de preços
Para analistas, a abertura do mercado aéreo a empresas estrangeiras chega com atraso em relação a outras regiões. Além disso, a expectativa de redução imediata no preço das passagens é vista como 'fantasia', segundo fontes ouvidas. A queda de preços dependeria de maior concorrência e redução de custos tributários.
Desafios tributários e legais
Entre os obstáculos estão a incidência do ICMS sobre o querosene de aviação e a exigência de pilotos brasileiros para voos de cabotagem. Essas barreiras dificultam a entrada de novas empresas e a redução de tarifas. O projeto, porém, pode viabilizar rotas turísticas hoje inviáveis economicamente, conectando cidades secundárias.
Impacto para o Brasil
O Brasil, que já possui forte conectividade interna, deve sentir o impacto de forma mais lenta. Países como Uruguai e Paraguai, com menos opções de voos, podem se beneficiar mais rapidamente, atraindo novas companhias e ampliando a malha aérea regional.



