Neste domingo, os colombianos voltam às urnas para o segundo turno das eleições presidenciais, em um cenário marcado pela tentativa de virada do candidato governista Iván Cepeda. Ele enfrenta o desafio de superar a vantagem do opositor Abelardo de la Espriella, conhecido como 'El Tigre', que lidera as pesquisas de intenção de voto.
Nova estratégia de Cepeda para atrair centro e jovens
Iván Cepeda, candidato apoiado pelo governo atual, mudou sua estratégia de campanha nos últimos dias. O foco agora é um discurso mais moderado, com promessas de diálogo e inclusão, além de uma forte mobilização digital para alcançar o eleitorado jovem. A equipe de Cepeda intensificou a presença nas redes sociais e organizou eventos virtuais para tentar reverter a desvantagem.
Segundo analistas políticos, a mudança pode ter vindo tarde demais. Pesquisas recentes mostram Espriella com vantagem de cerca de 8 pontos percentuais, o que torna a virada difícil, mas não impossível. A campanha de Cepeda aposta na rejeição ao candidato de direita e no medo de retrocessos sociais para mobilizar eleitores indecisos.
Abelardo de la Espriella mantém apoio da direita tradicional
Abelardo de la Espriella, por sua vez, consolida o apoio da direita tradicional colombiana. Sua campanha enfatiza a segurança, o combate à corrupção e a continuidade de políticas econômicas liberais. 'El Tigre' tem se beneficiado do voto de castigo contra o governo atual, desgastado por escândalos e pela insatisfação com a economia.
Especialistas apontam que a polarização é o principal motor da eleição. Enquanto Cepeda tenta se apresentar como uma opção de centro, Espriella radicaliza o discurso para manter sua base fiel. O comparecimento às urnas será crucial, já que a abstenção histórica na Colômbia costuma superar 40% no segundo turno.
Impacto da polarização e do voto de castigo
A polarização política na Colômbia reflete-se nas pesquisas, que indicam uma divisão quase igual entre as regiões. Cepeda lidera em Bogotá e na costa caribenha, enquanto Espriella tem vantagem no interior e nas áreas rurais. O voto de castigo contra o governo atual é um fator determinante, com muitos eleitores optando por 'qualquer mudança' em vez da continuidade.
O cenário é de incerteza, e ambos os candidatos intensificam a reta final de campanha. Cepeda aposta em debates e entrevistas para expor supostas contradições de Espriella, enquanto este evita confrontos diretos, mantendo uma postura de favorito. A eleição colombiana é acompanhada de perto por observadores internacionais, dado o impacto regional de uma possível virada de governo.



