O advogado e defensor dos direitos humanos Iván Cepeda, do partido Pacto Histórico, disputa o segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia contra o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella. Cepeda, cujo pai foi morto pelo Estado durante o conflito armado colombiano, busca repetir o que chama de "milagre da esquerda" ao dar continuidade ao governo de Gustavo Petro.
Trajetória marcada pela luta contra a violência estatal
Iván Cepeda é filho do senador comunista Manuel Cepeda, assassinado em 1994 por paramilitares com conivência de agentes estatais. Desde então, Iván se tornou um dos mais destacados advogados de direitos humanos no país, movendo processos contra o ex-presidente Álvaro Uribe e outros políticos de direita. Sua candidatura representa a continuidade das reformas sociais iniciadas por Petro, como a reforma agrária e a paz total com grupos armados.
O que está em jogo no segundo turno
As eleições colombianas de 2026 ocorrem em um cenário de polarização. Cepeda defende um "capitalismo produtivo" e rejeita rótulos marxistas, enquanto Espriella propõe medidas de segurança dura e corte de gastos sociais. Pesquisas recentes indicam empate técnico, com Cepeda tendo ligeira vantagem entre eleitores urbanos e jovens. Segundo o analista político Jorge Londoño, "a eleição será decidida pelos votos dos indecisos, que representam cerca de 15% do eleitorado".
Impacto internacional
Uma vitória de Cepeda consolidaria a virada à esquerda na América Latina, após as eleições de Lula no Brasil e López Obrador no México. Já a eleição de Espriella representaria um retrocesso para os acordos de paz e os direitos humanos, segundo organizações como a Human Rights Watch. O governo dos Estados Unidos observa com atenção, já que a Colômbia é um dos principais aliados na região.



