Retaliação, negociação e exceções: como o Brasil pode reagir a novo tarifaço de Trump
Brasil reage a tarifaço de Trump: retaliação e exceções

O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, com mais de 2 mil exceções, já impacta o mercado brasileiro. O governo avalia retaliar com royalties e patentes farmacêuticas, enquanto a Fiesp critica a postura federal. O Ibovespa caiu aos 174 mil pontos, e o Tesouro IPCA+ viu juros subirem.

Impactos imediatos no mercado

O Ibovespa opera em queda, refletindo a aversão ao risco global. A curva de juros do Tesouro IPCA+ subiu, seguindo os Treasuries americanos. Entre as ações mais afetadas, a Copel caiu 3% após elevar meta de alavancagem, e o JPMorgan expressou cautela sobre dividendos.

Reação do governo brasileiro

O presidente Lula afirmou: “É triste constatar que o desfecho faz parte do enredo da família Bolsonaro”. A retaliação pode incluir royalties e patentes farmacêuticas, conforme sinalizado pela equipe econômica. O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, criticou Lula, comparando-o a Biden e dizendo que o Brasil é “avião sem piloto”.

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Setor produtivo e críticas

A Fiesp criticou a postura do governo federal: “Tarifaço se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado”. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi alvo de críticas do ministro Haddad, que o classificou como “frouxo e pouco transparente”.

Exceções e setores protegidos

Entre as exceções do tarifaço estão terras-raras, carne e café, que não sofrerão sobretaxas. Isso pode beneficiar setores específicos do agronegócio brasileiro, mas ainda há alertas sobre o impacto geral na economia.

Perspectivas e negociações

O Brasil busca negociar com os EUA para evitar uma escalada. A Lei da Reciprocidade, usada no primeiro tarifaço, serve de base para eventuais contramedidas. Enquanto isso, o mercado monitora os próximos passos de Trump, que deve fazer um pronunciamento focado em teorias conspiratórias sobre eleições.

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