Baleia grávida encontrada morta na proa de cruzeiro no Alasca
Baleia grávida morta na proa de cruzeiro no Alasca

Um cruzeiro da Royal Caribbean chegou ao porto de Seward, no Alasca, com uma baleia-barbatana grávida encontrada morta na proa da embarcação. A baleia, que media 18,6 metros de comprimento, é de uma espécie ameaçada de extinção. Exames preliminares indicam que o animal foi atingido pelo navio, causando a morte.

Detalhes do incidente

O navio atracou no porto de Seward na última semana, e a baleia foi descoberta na proa durante a chegada. A Royal Caribbean expressou pesar pelo ocorrido e informou que está colaborando com as autoridades locais e com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) na investigação. A empresa afirmou que segue todos os protocolos de segurança e navegação para evitar colisões com a vida marinha.

Impacto ambiental e reações

Ambientalistas e grupos de proteção animal reagiram com indignação ao caso. Eles cobram medidas mais rigorosas, como a redução da velocidade dos navios em áreas de presença de baleias, especialmente durante a temporada de migração. Segundo especialistas, colisões com embarcações são uma das principais ameaças às baleias-barbatanas, cuja população já está severamente reduzida.

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A baleia-barbatana (Balaenoptera physalus) é classificada como espécie ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A gestação da baleia encontrada morta agrava a preocupação, pois a perda de um único indivíduo reprodutor impacta a recuperação da espécie.

Investigação em andamento

A NOAA está conduzindo uma necropsia para determinar a causa exata da morte e confirmar se a colisão foi o fator principal. Resultados adicionais devem sair nas próximas semanas. A Royal Caribbean, por sua vez, afirmou que revisará seus procedimentos e reforçará o treinamento da tripulação para evitar novos incidentes.

O caso reacende o debate sobre a necessidade de zonas de redução de velocidade em rotas de navegação no Alasca, onde o tráfego de cruzeiros aumenta durante o verão. Atualmente, recomendações voluntárias existem, mas ambientalistas defendem que se tornem obrigatórias.

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