Aliada de Fujimori vence presidência do Senado no Peru
Aliada de Fujimori vence presidência do Senado

O partido Força Popular, liderado pela presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, conquistou neste domingo, 26 de julho, a presidência do Senado em aliança com o partido conservador Renovação Popular. O senador Miguel Torres foi eleito presidente da câmara alta com 30 votos, exatamente a metade dos 60 senadores. Alejandro Muñante, do Renovação Popular, foi eleito primeiro vice-presidente. A vitória abre caminho para a governabilidade do próximo governo, que toma posse em 28 de julho para o mandato de 2026 a 2031.

Bicameralismo restaurado após três décadas

O Congresso peruano restabeleceu o sistema bicameral pela primeira vez em mais de 30 anos, com a volta do Senado e da Câmara dos Deputados. A liderança da Câmara, composta por 130 parlamentares, será definida nas próximas horas. O novo Congresso bicameral enfrenta o enorme desafio de superar a crise de governabilidade que persiste no país andino. Nos últimos dez anos, oito presidentes diferentes ocuparam o cargo, e nenhuma força política detém maioria absoluta.

Discurso de posse e metas

Durante a cerimônia de posse, Torres afirmou que o objetivo é ter um Estado “mais prudente” e recuperar a confiança dos cidadãos. “Precisamos de um Estado que gaste melhor e que ouça mais o povo”, declarou. Torres, advogado e político com carreira legislativa entre 2016 e 2020, presidirá o Senado por um ano. Ele também é o segundo vice-presidente eleito do Peru, tendo sido eleito nas recentes eleições ao lado de Fujimori e do primeiro vice-presidente, Luis Galarreta.

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Próximos passos

A sessão legislativa anual do Congresso peruano começará oficialmente na próxima segunda-feira. A aliança entre Força Popular e Renovação Popular garante a Fujimori uma base sólida no Senado, mas a Câmara dos Deputados ainda pode trazer obstáculos. A oposição, fragmentada, tenta se articular para evitar que o governo imponha sua agenda sem negociação.

A crise política peruana tem raízes profundas: acusações de corrupção, impeachment frequentes e baixa aprovação dos partidos. A restauração do bicameralismo foi vista por muitos como uma tentativa de dar mais estabilidade ao Legislativo, mas críticos apontam que pode gerar mais paralisia decisória. O governo Fujimori promete um plano de recuperação econômica e combate à criminalidade, temas que dominarão os primeiros meses de mandato.

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