Ações da Colômbia sobem com La Espriella; vitória apertada preocupa
Ações da Colômbia sobem com La Espriella; vitória apertada preocupa

As ações da Colômbia registraram forte alta nesta segunda-feira, impulsionadas pela eleição de La Espriella à presidência. O índice COLCAP subiu 3,2%, liderado por papéis de energia e financeiros. No entanto, a vitória apertada — com apenas 51,2% dos votos — gerou cautela entre investidores, que temem dificuldades para aprovar reformas estruturais.

Mercado reage com otimismo cauteloso

O mercado acionário colombiano abriu em alta, refletindo o alívio com a derrota do candidato populista. La Espriella, ex-ministro da Fazenda, é visto como pró-mercado e defensor da disciplina fiscal. Contudo, a margem estreita de votos sugere um país polarizado, o que pode travar a agenda legislativa.

Analistas do BTG Pactual destacam que “a vitória de La Espriella é positiva para os ativos colombianos, mas a governabilidade será um desafio. A aprovação de reformas tributária e previdenciária dependerá de coalizões no Congresso”.

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Impacto nos setores de energia e finanças

As ações da Ecopetrol, estatal de petróleo, subiram 4,5% com a perspectiva de continuidade dos investimentos. Bancos como Bancolombia avançaram 3,8%, impulsionados pela expectativa de juros estáveis. Já o setor de infraestrutura também se beneficiou, com a promessa de La Espriella de retomar concessões.

O peso colombiano se valorizou 1,5% frente ao dólar, enquanto os títulos da dívida externa tiveram queda nos spreads. No entanto, a vitória apertada limita o potencial de alta, segundo o Credit Suisse: “O mercado já precificou o melhor cenário; agora o foco será a capacidade de governar”.

Desafios fiscais e reformas

La Espriella herda uma economia com déficit fiscal de 5,6% do PIB e dívida pública elevada. Sua proposta de reforma tributária, que inclui aumento de impostos sobre empresas, enfrenta resistência no Congresso. A oposição, que controla 45% das cadeiras, já sinalizou que não apoiará medidas de austeridade.

Especialistas alertam que, sem consenso, o país pode perder o grau de investimento. A Moody’s colocou a nota da Colômbia em revisão para rebaixamento, citando riscos políticos.

Reação internacional

O Fundo Monetário Internacional (FMI) saudou a eleição de La Espriella, mas pediu “ações concretas para reduzir o déficit”. Os Estados Unidos, principais parceiros comerciais da Colômbia, afirmaram estar prontos para cooperar. Já a China, que investe em infraestrutura no país, aguarda sinais de estabilidade.

O mercado de capitais colombiano deve continuar volátil nas próximas semanas, à espera da composição do novo gabinete e das primeiras medidas econômicas.

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