Após a saída das equipes de resgate internacionais que atuavam na Venezuela, milhares de venezuelanos em situação de vulnerabilidade tentam recomeçar suas vidas com recursos escassos e pouca assistência. A retirada das organizações humanitárias, que ocorreu nas últimas semanas, deixou comunidades inteiras sem acesso a serviços básicos de saúde, alimentação e abrigo.
Saída das equipes de resgate
As equipes de resgate, que incluíam médicos, enfermeiros e voluntários de diversas partes do mundo, estavam presentes no país desde o agravamento da crise humanitária. Sua partida foi motivada por questões de segurança e falta de financiamento, segundo fontes oficiais. Com isso, muitas áreas rurais e urbanas periféricas ficaram desassistidas.
De acordo com a ONU, cerca de 7 milhões de venezuelanos necessitam de ajuda humanitária, e a saída das equipes de resgate agrava ainda mais a situação. “É um duro golpe para quem já enfrenta a fome e a falta de medicamentos”, afirmou María Fernanda, coordenadora de uma ONG local.
Recomeço difícil
Em cidades como Caracas e Maracaibo, famílias inteiras tentam se reorganizar. Sem a presença das equipes, muitos recorrem a redes de solidariedade comunitária. “Estamos fazendo o possível com o que temos, mas é insuficiente”, disse José, morador de um bairro pobre da capital.
A situação é particularmente grave para crianças e idosos, que dependiam de programas de alimentação e assistência médica. Dados do Programa Mundial de Alimentos indicam que 1 em cada 3 venezuelanos não tem acesso a alimentos suficientes.
Impacto na saúde
A saída das equipes de resgate também impacta o combate a doenças como malária e dengue, que voltaram a crescer no país. Sem os profissionais estrangeiros, hospitais locais, já sobrecarregados, enfrentam ainda mais dificuldades. “Perdemos capacidade de resposta rápida”, lamentou um médico do Hospital Universitário de Caracas.
Perspectivas futuras
Organizações internacionais alertam que, sem um novo aporte de recursos, a situação pode se deteriorar ainda mais. O governo venezuelano prometeu reforçar a assistência, mas críticos apontam falta de capacidade logística e financeira. Enquanto isso, a população segue buscando alternativas para sobreviver.



