Venezuela pede liberação de ativos congelados para reconstrução após terremotos
Venezuela pede liberação de ativos congelados pós-terremotos

A Venezuela solicitou oficialmente a liberação de ativos congelados no exterior para financiar a reconstrução do país após os terremotos devastadores de 24 de junho de 2026, que causaram 3.685 mortes e danos estimados em US$ 6,7 bilhões. O chanceler venezuelano, Yván Gil, destacou a necessidade de desbloquear fundos sancionados internacionalmente para atender à crise humanitária.

Pedido de desbloqueio de ativos

Em pronunciamento, Gil afirmou que “os recursos retidos no exterior são essenciais para a recuperação da infraestrutura e assistência às vítimas”. O governo venezuelano busca acessar cerca de US$ 5 bilhões em ativos congelados por sanções dos Estados Unidos e da União Europeia. A solicitação foi encaminhada a organismos internacionais e países aliados.

Apelo da ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um apelo emergencial para arrecadar US$ 296 milhões destinados a assistência humanitária. Tom Fletcher, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, afirmou: “Há um déficit significativo de recursos para atender às necessidades urgentes da população venezuelana”. Cerca de 2,5 milhões de pessoas foram diretamente afetadas pelos sismos.

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Danos à infraestrutura

Os terremotos, com magnitudes de 7,3 e 6,8, destruíram parcialmente o Aeroporto Internacional de Maiquetía, principal porta de entrada do país, além de danificar estradas, hospitais e milhares de residências. Equipes de resgate e voluntários trabalham nos escombros em cidades como Taraguarena, no estado de La Guaira.

Contexto econômico

A Venezuela já enfrentava grave crise econômica, com inflação elevada e escassez de bens básicos. A liberação dos ativos congelados é vista como crucial para acelerar a reconstrução. O governo também busca apoio de países como Rússia e China para obter financiamento adicional.

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