A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) pode ser de duas a quatro vezes maior do que os números oficiais indicam. A doença já matou mais de 700 pessoas, e as autoridades sanitárias temem que muitos casos não estejam sendo contabilizados devido à subnotificação no país africano.
Surto pode ser o terceiro maior da história
De acordo com a OMS, o surto atual é o terceiro maior já registrado, atrás apenas dos surtos de 2014-2016 na África Ocidental e do surto de 2018-2020 na própria RDC. A variante Bundibugyo, uma cepa rara do vírus, foi identificada em cinco províncias congolesas e também em Uganda. A província de Ituri é a mais afetada, com o maior número de casos confirmados.
Subnotificação e desafios na resposta
“Acreditamos que o número real de casos seja significativamente maior do que o reportado”, afirmou um porta-voz da OMS, citando dificuldades de acesso às áreas remotas e a falta de infraestrutura de saúde. A subnotificação é agravada pela desconfiança da população em relação às equipes de resposta e pela presença de grupos armados na região.
Apesar dos avanços na vacinação e no rastreamento de contatos, a OMS considera a situação preocupante. Muitos casos permanecem sem identificação, o que aumenta o risco de propagação do vírus para outras regiões e países vizinhos.
Impacto e medidas de controle
Mais de 700 mortes foram registradas desde o início do surto, e a taxa de letalidade é elevada. As autoridades de saúde estão intensificando a vigilância epidemiológica e as campanhas de vacinação, mas enfrentam obstáculos logísticos e de segurança. A OMS pede mais recursos internacionais para conter a epidemia e evitar que se torne uma crise global.



