O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na semana passada subiu para 2.595, segundo balanço oficial divulgado nesta quarta-feira (1º de julho de 2026). A presidente interina, Delcy Rodríguez, negou que corpos tenham sido enterrados em valas comuns, classificando a acusação como parte de uma campanha de desinformação.
Resposta do governo e críticas
Em entrevista coletiva, Rodríguez afirmou que as autoridades venezuelanas mobilizaram imediatamente equipes de resgate e assistência às vítimas. Ela condenou o que chamou de uso político da tragédia, alegando que setores da oposição buscam semear caos e prejudicar os esforços de recuperação. "Não há valas comuns. Os corpos estão sendo tratados com dignidade, e estamos trabalhando para identificar cada vítima", declarou a presidente interina.
A oposição, no entanto, critica a lentidão na resposta e a falta de transparência. Organizações de direitos humanos também pedem investigações independentes sobre o manejo dos corpos e as condições nos abrigos improvisados.
Impacto e situação atual
Os terremotos, de magnitudes 7,3 e 6,8, atingiram principalmente as regiões costeiras, incluindo o estado de La Guaira. O porto de La Guaira foi transformado em necrotério improvisado, com peritos forenses trabalhando na identificação dos corpos. Mais de 12 mil pessoas ficaram feridas, e cerca de 50 mil estão desabrigadas, segundo dados oficiais.
A tragédia expõe a fragilidade da infraestrutura venezuelana, agravada pela crise econômica e política. A comunidade internacional ofereceu ajuda, mas o governo ainda não confirmou a aceitação de todas as propostas.



