Interpol desmantela falsa delegacia da PF em Essuatíni que extorquia brasileiros
Interpol fecha falsa delegacia da PF em Essuatíni

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) desmantelou uma falsa delegacia da Polícia Federal (PF) localizada em Essuatíni, pequeno reino no sul da África, como parte da Operação First Light. O esquema criminoso visava especificamente cidadãos brasileiros, que eram abordados por golpistas se passando por agentes federais.

Como funcionava o golpe

Segundo a Interpol, os criminosos montaram uma estrutura que simulava uma delegacia da PF, completa com móveis, equipamentos e até mesmo símbolos oficiais. As vítimas eram contatadas por telefone ou aplicativos de mensagem e informadas de que havia um mandado de prisão ou investigação contra elas. Para dar credibilidade à ameaça, os golpistas realizavam videochamadas mostrando o ambiente da falsa delegacia, com pessoas vestidas como agentes federais.

Durante as chamadas, as vítimas eram coagidas a transferir dinheiro para supostamente regularizar sua situação ou pagar fianças. O valor exato das perdas ainda não foi divulgado, mas a operação global resultou no congelamento de 293 milhões de dólares e na prisão de 5.800 pessoas envolvidas em diferentes tipos de fraude.

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Operação First Light

A Operação First Light foi realizada entre janeiro e abril de 2026, com a participação de 97 países. No caso específico de Essuatíni, as autoridades locais, em cooperação com a Interpol, localizaram e fecharam o estabelecimento falso. A PF brasileira foi acionada para auxiliar na identificação das vítimas e no rastreamento dos recursos desviados.

De acordo com a Interpol, “a sofisticação do esquema impressionou os investigadores, que encontraram desde uniformes personalizados até documentos forjados com logotipos oficiais da PF”. A organização alerta que golpes semelhantes podem estar em operação em outros países e recomenda que as pessoas nunca realizem pagamentos por telefone ou videochamada sem verificar a autenticidade da autoridade.

Outros casos similares

Em março de 2026, uma estrutura semelhante foi descoberta na fronteira entre a Tailândia e o Camboja, também usada para aplicar golpes contra brasileiros. Na ocasião, a Interpol apreendeu equipamentos de informática, telefones e documentos falsos. A repetição do modus operandi sugere que organizações criminosas especializadas em fraudes internacionais estão expandindo suas operações para diferentes continentes.

A Interpol recomenda que qualquer pessoa que receba contato suspeito de supostas autoridades entre em contato imediatamente com a PF ou com a polícia local para confirmar a veracidade da informação.

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