Egito: 18 tumbas antigas e 'línguas de ouro' são descobertas em Marina El Alamein
Egito descobre 18 tumbas e línguas de ouro em Marina El Alamein

Arqueólogos egípcios descobriram 18 novas tumbas no sítio arqueológico de Marina El Alamein, localizado na cidade costeira homônima, revelou o Ministério do Turismo e das Antiguidades do Egito. Durante as escavações, também foram encontradas 24 peças de ouro colocadas na boca de alguns dos falecidos, conhecidas como 'línguas de ouro', que faziam parte de tradições funerárias dos períodos ptolomaico (322 a 30 a.C.) e romano (30 a.C. a 395 d.C.).

Descobertas arquitetônicas e artefatos

Mohamed Abdel Badie, chefe do Setor de Antiguidades Egípcias do Conselho Supremo de Antiguidades, informou que os achados incluem 11 túmulos inteiramente escavados na rocha, chamados hipogeus, com profundidade média de oito metros. As tumbas apresentam diferentes projetos arquitetônicos, e algumas estruturas estão em estado de conservação excepcional. Dentro dos hipogeus, os pesquisadores localizaram aberturas funerárias fechadas por placas de pedra que aparentemente não eram abertas desde a Antiguidade.

A equipe também identificou sepultamentos superficiais, sarcófagos e diversos artefatos, como ânforas, lamparinas, pratos, altares e bacias de calcário. Hisham Hussein, chefe da Administração Central de Antiguidades do Baixo Egito, destacou que um dos principais achados é um altar de calcário utilizado para apresentação de oferendas, com uma fachada arquitetônica que imita a chamada 'porta falsa', elemento presente nas crenças funerárias do Egito Antigo. Segundo a tradição, essas estruturas permitiam a passagem da alma entre o mundo dos vivos e o dos mortos.

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Símbolos e estátuas

Entre os objetos encontrados está uma peça no formato do 'Olho de Hórus', um dos principais símbolos de proteção da religião egípcia antiga. Um sarcófago de granito com cerca de 2,5 metros de comprimento também foi localizado, ainda com sua tampa original. Em seu interior, foram identificados restos ósseos que estão sendo analisados pelos pesquisadores.

Próximo à estrutura, a equipe encontrou fragmentos de uma estátua de esfinge feita de gesso. Também foi localizada uma escultura de mármore inacabada que, segundo os especialistas, representa provavelmente a deusa Afrodite. Acredita-se que o sítio arqueológico de Marina El Alamein corresponda à antiga cidade de Leucaspis, mencionada pelo geógrafo grego Estrabão. A cidade prosperou entre o período helenístico e a era bizantina, atingindo o auge de sua atividade urbana e econômica durante os três primeiros séculos da era cristã.

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