Equipamentos quebrados e médicos exaustos: crise e bloqueio dos EUA deixam sistema de saúde cubano à beira do colapso
Crise nos EUA e bloqueio deixam saúde cubana à beira do colapso

O sistema de saúde cubano está à beira do colapso, com equipamentos quebrados e médicos exaustos, agravado pelo bloqueio econômico dos Estados Unidos e pela escassez de recursos. Programas essenciais, como oncologia, cardiologia, nefrologia e atendimento materno-infantil, sofreram cortes severos, deixando centenas de pacientes sem saber se conseguirão tratamento.

Falta de medicamentos e tecnologia obsoleta

Hospitais em Havana e outras províncias enfrentam falta de medicamentos básicos, peças de reposição e equipamentos modernos. Luis Alexis Duncan, especialista em eletromedicina, foi fotografado ao lado de equipamentos que precisam de reparos em um hospital da capital. Segundo ele, muitos aparelhos estão parados há meses por falta de componentes importados, que não chegam devido ao embargo norte-americano.

Médicos exaustos e pacientes desamparados

A sobrecarga de trabalho e a baixa remuneração têm levado a uma onda de desistências entre profissionais de saúde. “Trabalhamos turnos duplos, muitas vezes sem os insumos necessários. A situação é desgastante”, relatou um médico que pediu anonimato. Pacientes com doenças crônicas, como câncer e insuficiência renal, enfrentam filas de espera cada vez maiores e incerteza sobre a continuidade do tratamento.

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Impacto do bloqueio dos EUA

O governo cubano atribui a crise ao recrudescimento das sanções impostas pelos Estados Unidos, que dificultam a compra de medicamentos, equipamentos e insumos hospitalares no mercado internacional. Organizações internacionais, como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), alertam que a situação pode se tornar irreversível se não houver alívio nas restrições.

Números alarmantes

Dados oficiais indicam que mais de 60% dos equipamentos de diagnóstico por imagem em hospitais públicos estão fora de operação. A mortalidade infantil, que era um dos indicadores mais positivos de Cuba, registrou aumento nos últimos meses. Centenas de cirurgias eletivas foram suspensas, e o atendimento de emergência é priorizado com recursos limitados.

Resposta do governo

O Ministério da Saúde Pública de Cuba reconheceu a gravidade da crise e anunciou medidas emergenciais, como a redistribuição de médicos e a priorização de casos críticos. No entanto, especialistas afirmam que, sem o fim do bloqueio e a normalização do comércio, o sistema de saúde continuará em risco.

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