A Crimeia, região controlada pela Rússia e destino popular entre os russos, suspendeu as atividades turísticas e os acampamentos de verão infantis até setembro, informou o governador Sergei Aksyonov nesta segunda-feira. A medida foi tomada devido a uma crise de combustível causada por ataques ucranianos a rotas marítimas e estradas de abastecimento.
Ataques ucranianos afetam refinarias e abastecimento
Ataques de drones ucranianos a refinarias de petróleo, inclusive em Moscou, prejudicaram a disponibilidade de gasolina e diesel na Rússia, o terceiro maior produtor mundial de petróleo. Os postos de combustível na Crimeia suspenderam todas as vendas de combustível a pessoas físicas e jurídicas a partir de domingo.
O governador Aksyonov afirmou que o fechamento dos acampamentos infantis ocorreu em prol da segurança pública. Até o momento, não houve indignação pública em relação à escassez de combustível na Rússia, onde os protestos são fortemente restringidos, sobretudo devido ao que Moscou chama de “operação militar especial” na Ucrânia.
Moradores relatam dificuldades
“Não tenho combustível suficiente, então vamos dirigir menos, usar o transporte público, andar de bicicleta ou a pé”, disse Alexei, morador de Sebastopol, na Crimeia, que não informou seu sobrenome.
O governo informou que o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, principal responsável pelo setor de petróleo do presidente Vladimir Putin, se reuniu com outras autoridades de alto escalão e produtores de petróleo para tratar da questão. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que tanto o governo quanto as empresas petrolíferas estavam trabalhando para resolver as interrupções no abastecimento de combustível causadas pela Ucrânia.
Queda nas exportações de derivados de petróleo
A produção e as exportações de combustível da Rússia vêm diminuindo devido aos ataques de drones ucranianos. De acordo com dados da LSEG e fontes do mercado, as exportações marítimas de derivados de petróleo da Rússia caíram 15%, para cerca de 3,3 milhões de toneladas, na primeira quinzena de junho, em comparação com a primeira quinzena de maio, afetadas por manutenções não planejadas nas refinarias após repetidos ataques com drones.



