Um catálogo recém-publicado, fruto de mais de três décadas de pesquisa do arquiteto e curador argentino Ángel Navarro, reuniu 248 obras de mestres italianos do acervo do Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires. A pesquisa corrigiu diversas atribuições históricas de autoria, revelando que obras antes creditadas a gênios como Michelangelo, Rafael e Da Vinci eram, na verdade, cópias ou trabalhos de outros artistas.
Descobertas e correções de autoria
Navarro, responsável pelo catálogo de desenhos italianos do museu, identificou cópias de desenhos preparatórios de Michelangelo, incluindo um estudo para a pintura da Capela Sistina. Segundo ele, “você vê e diz: esta não é a mão de Michelangelo”. A análise minuciosa permitiu distinguir traços originais de imitações, revelando que muitas obras atribuídas a grandes mestres eram, na verdade, de discípulos ou copistas.
Impacto no acervo do museu
O catálogo não apenas atualiza a história da arte, mas também redefine o valor do acervo. Das 248 peças catalogadas, várias tiveram sua autoria revista, o que pode influenciar futuras exposições e pesquisas. O trabalho de Navarro é considerado essencial para a compreensão da coleção italiana do museu, que é uma das mais importantes da América Latina.



