Católicos ultratradicionalistas: cisma no Brasil atinge 11 estados
Católicos ultratradicionalistas em cisma no Brasil

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo católico ultratradicionalista, aprofundou seu cisma com o Vaticano após a excomunhão de cinco de seus sacerdotes neste mês, incluindo o brasileiro Françoá Costa. A FSSPX está presente em 11 estados do Brasil, mantendo práticas litúrgicas anteriores ao Concílio Vaticano II, como missas em latim, padre de costas para os fiéis e vestuário sóbrio — véu e saia abaixo do joelho para mulheres, terno para homens.

O que é a FSSPX e por que está em cisma?

Fundada pelo arcebispo Marcel Lefebvre em 1970, a FSSPX rejeita as reformas do Concílio Vaticano II (1962-1965), especialmente as mudanças na liturgia e a abertura ao ecumenismo. O grupo defende a Missa Tridentina, celebrada em latim, e critica o diálogo inter-religioso promovido pela Igreja Católica. A excomunhão dos cinco sacerdotes foi anunciada pelo Papa Francisco, que considerou a ordenação de novos padres pela FSSPX como um ato de desobediência e cisma.

Presença no Brasil e reações

No Brasil, a FSSPX atua em 11 estados, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. A Igreja de Pendotiba, em Niterói (RJ), é um dos templos que seguem a liturgia tridentina. Os fiéis do grupo são conhecidos por sua rigidez doutrinária e pela recusa em aceitar as orientações do Vaticano pós-Concílio. A excomunhão de Françoá Costa, primeiro sacerdote brasileiro a sofrer a punição, gerou comoção entre os seguidores. Segundo a FSSPX, as medidas do Papa são 'injustas e baseadas em uma interpretação equivocada da tradição'.

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Impacto e próximos passos

A situação agrava a divisão dentro da Igreja Católica, que já enfrenta desafios com grupos tradicionalistas em vários países. Especialistas apontam que o cisma da FSSPX pode levar a um maior isolamento do grupo, mas também a um fortalecimento de sua base de apoio entre católicos insatisfeitos com as reformas. O Vaticano, por sua vez, reafirma a necessidade de obediência ao Papa e à doutrina conciliar.

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