A pizza é um dos pratos mais populares e antigos do mundo. Suas origens remontam à Antiguidade, quando romanos, gregos, persas e egípcios faziam pães chatos assados. No entanto, foram os napolitanos que criaram a pizza como a conhecemos hoje, sendo os primeiros a usar o molho de tomate. O tomate só foi parar na pizza no século 18, mais de 200 anos depois de chegar à Europa, vindo da América, quando deixou de ser considerado venenoso. Antes disso, os napolitanos cobriam a pizza com banha, azeite, alho e anchovas.
Ainda hoje, a pizza bianca faz parte da tradição na Itália, especialmente em Roma, onde uma das mais populares leva muçarela, azeite e chips de batata bem fininhos. No resto do mundo, porém, a pizza é consumida com molho de tomate. Apesar de sua enorme presença, pouco se fala do molho. A estrela sempre foi a massa, sua evolução, os tipos de fermento, o tempo de descanso e as maneiras de abrir e levar ao forno.
A importância do molho na pizza
Pouca gente presta atenção ao molho, mas ele é um dos elementos mais importantes na pizza, especialmente no delivery. Para viajar bem, o molho precisa ter características específicas. Não pode ser excessivamente aguado, senão encharca a massa, que perde a crocância e a firmeza. Por melhor que sejam a massa e a cobertura, o molho deve ser consistente, sem ser uma papa para não ressecar. Precisa ser espalhado em quantidade suficiente apenas para cobrir o disco, deixando a borda de fora.
A receita ideal do molho
A receita ideal depende do gosto do pizzaiolo e do freguês. Mas não há quem não goste de um molho espesso, feito apenas com tomates frescos, azeite e alho. Outros preferem tomates pelados. Há quem defenda que o melhor leva alho, e se os tomates forem assados em vez de cozidos, a discussão vai longe. A vantagem é que, de qualquer jeito, ela acaba em pizza. Para não encharcar a massa, o molho precisa ser consistente, como mostra a foto de Daniel Teixeira/Estadão.
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