Entomofagia pelo mundo: sorvetes, cookies e pirulitos com insetos
Entomofagia: sobremesas com insetos ao redor do mundo

A entomofagia, consumo de insetos, é uma prática que remonta a milhares de anos. Um estudo de 2020 da Universidade de Foggia, na Itália, aponta que os primeiros registros datam de 30.000 a 9.000 a.C., com pinturas rupestres em Altamira, na Espanha, retratando a coleta de mel e ninhos de abelhas. Apesar da tradição, a prática enfrenta resistência e regulações. Na Coreia do Sul, um premiado chef pode ser processado por usar formigas como decoração em uma sobremesa, conforme noticiou a agência Yonhap. As formigas apresentavam concentração de metais pesados até 55 vezes maior que a de insetos comestíveis permitidos. A lei sul-coreana autoriza apenas dez espécies de insetos para consumo, e formigas não estão na lista.

Tacos de chinicuiles — México

No México, as larvas chinicuiles, que infestam raízes de agave, são tostadas e servidas puras ou como acompanhamento de sobremesas no restaurante La Cocina de San Juan. Elas têm textura crocante e sabor amanteigado, lembrando amendoim ou castanha, segundo quem já experimentou.

Paletas de alacrán — México

Outra iguaria mexicana são as paletas de alacrán: pirulitos de caramelo duro com um escorpião inteiro dentro. Os sabores incluem morango, maçã ou limão, e o animal é gradualmente revelado enquanto se consome o doce, acrescentando textura crocante.

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Cookies de grilo — País de Gales

No País de Gales, a ecologista Sarah Beynon e o chef Andy Holcroft fundaram a Bug Farm Foods em 2017, dedicada a alimentos à base de insetos. A empresa afirma ter criado “uma nova geração de alimentos à base de insetos para ajudar a enfrentar problemas de sustentabilidade na cadeia alimentar”. Entre os produtos, estão cookies de chocolate com pedaços de grilo. Cada biscoito contém, em média, 20 grilos em pó, e a embalagem é biodegradável e compostável.

Sorvete de formiga — Colômbia

Na sorveteria Nàì Chì, em Letícia, na Amazônia colombiana, o cardápio utiliza alimentos tradicionais dos povos originários, incluindo formigas. O sorvete de formiga apresenta “notas de capim-santo”, embora a planta não seja usada; o gosto vem da própria formiga. Lançado há quatro anos, é um dos maiores sucessos da empresa.

Sorvete de grilo e gafanhoto — Japão

O TAKEO, em Tóquio, é um espaço que combina culinária, cafeteria e aprendizado sobre insetos. Oferece sorvetes monaka de grilo e de gafanhoto, uma sobremesa japonesa tradicional feita com casca de wafer de farinha de arroz, vendidos pelo equivalente a R$ 17. O local também serve a Tagame Cider, uma cidra produzida com extrato de barata-d'água gigante, cujo aroma e sabor frutados lembram maçã-verde ou pera.

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