Brasil perde quinta final da Liga das Nações feminina de vôlei para a Turquia
Brasil perde quinta final da VNL feminina para a Turquia

Pelo quinto ano consecutivo, a seleção brasileira feminina de vôlei ficou com a medalha de prata na Liga das Nações (VNL). Neste domingo (26), em Macau, na China, o Brasil perdeu de virada para a Turquia por 3 sets a 1, com parciais de 25–23, 23–25, 25–20 e 25–22, e viu o sonho do título inédito se desfazer mais uma vez. As turcas, que já haviam conquistado o torneio em 2023, repetiram o feito e impediram que o Brasil quebrasse o jejum de títulos intercontinentais, que perdura desde o Grand Prix de 2017.

A sina verde-amarela na VNL

O Brasil é o país com mais presenças em finais da VNL feminina, criada em 2018 – foram cinco em oito edições. No entanto, a equipe nunca conseguiu o ouro. Em todas as decisões que disputou, saiu derrotada. A lista de vice-campeonatos inclui 2019 e 2021 contra os Estados Unidos, 2022 e 2025 contra a Itália, e agora 2026 contra a Turquia. A edição de 2020 foi cancelada.

Nos confrontos anteriores, o Brasil sempre enfrentou favoritas, mas em 2026 a expectativa era de maior equilíbrio. A seleção brasileira havia eliminado a poderosa Itália na semifinal, enquanto a Turquia passou pelos Estados Unidos. A final foi decidida nos detalhes: ambas as equipes tiveram 61 pontos de ataque e sete aces. O bloqueio turco levou leve vantagem (14 a 13), mas o grande diferencial foram os erros: o Brasil cometeu 17 pontos de graça, contra apenas 12 da Turquia. Ao fim, as turcas somaram seis pontos a mais na partida.

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As finais anteriores e as lições

Na primeira final, em 2019, o Brasil abriu 2 a 0 contra os Estados Unidos, mas perdeu a ponteira Natália Zílio por lesão e sofreu a virada. Dois anos depois, nova derrota para as americanas, que também venceriam o ouro olímpico em Tóquio 2021. Em 2022, com um time renovado pós-Olimpíada, o Brasil superou as expectativas ao chegar à final, mas foi superado pela jovem Itália por 3 a 0. Em 2025, contra as italianas novamente – agora já consagradas com ouro olímpico e mundial – o Brasil até venceu o primeiro set, mas caiu por 3 a 1.

“É aprender a valorizar o que é uma medalha de prata”, desabafou a ponteira Ana Cristina após o jogo, em declaração ao ge. A declaração reflete o incômodo com o jejum de títulos, mas também a consciência do alto nível das adversárias.

Números da final de 2026

As estatísticas mostram equilíbrio na maioria dos fundamentos. Além dos 61 pontos de ataque cada, o Brasil teve 13 bloqueios contra 14 da Turquia, e ambos os times marcaram sete aces. A diferença crucial foi nos erros não forçados: 17 das brasileiras contra 12 das turcas. A oposta turca Melissa Vargas foi eleita a melhor jogadora da final, com 33 pontos. Para o Brasil, Gabi (10 pontos) e Tainara (12 pontos) foram as maiores pontuadoras.

Próximos desafios da seleção brasileira

Apesar da frustração, a comissão técnica de José Roberto Guimarães e o elenco terão pouco tempo para lamentar. Entre os dias 8 e 13 de setembro, o Brasil disputará o Sul-Americano Feminino no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A seleção é dominante no continente e busca o 16º título consecutivo. Desta vez, o ouro também vale vaga nas Olimpíadas de Los Angeles 2028, o que daria tranquilidade para o restante do ciclo. O Brasil, maior vencedor da história do Sul-Americano, terá pela frente Argentina, Colômbia e outras seleções.

Campeãs de cada edição da VNL feminina

  • 2018: Estados Unidos
  • 2019: Estados Unidos (Brasil vice)
  • 2020: cancelada
  • 2021: Estados Unidos (Brasil vice)
  • 2022: Itália (Brasil vice)
  • 2023: Turquia
  • 2024: Itália
  • 2025: Itália (Brasil vice)
  • 2026: Turquia (Brasil vice)

A quinta prata na VNL reforça a sina, mas também mostra a consistência do vôlei feminino brasileiro, que segue entre as potências mundiais. O jejum de títulos intercontinentais persiste, mas a chance de quebrá-lo virá já no próximo ciclo.

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