Com o Brasil se preparando para entrar em campo pela segunda vez nesta sexta (19), a organização da torcida em casa já começou. Em entrevista ao Paladar para a série 'Copa na Cozinha', o chef e pesquisador Carlos Ribeiro explicou que, embora a feijoada seja um prato que representa o país, o churrasco se tornou a melhor opção para os dias de jogo.
Por que o churrasco vence a feijoada?
O motivo principal para essa troca é a praticidade. Segundo o chef, a feijoada é um prato caro e que exige muita antecipação, demandando dias para dessalga e longas horas de cozimento. O churrasco, por sua vez, permite uma dinâmica mais ágil, com uma boa maionese de batata, uma farofa e um arroz soltinho.
Mas acender o fogo não é suficiente para garantir um bom resultado. Do descanso da carne ao controle da temperatura das brasas, alguns cuidados podem fazer toda a diferença.
Dicas para um churrasco de qualidade
Preparo antecipado: secagem e temperatura
De acordo com a matéria de Larissa Godoy, para obter aquela crosta externa perfeita, a preparação pré-grelha é determinante. A regra de ouro é secar a carne com papel toalha e permitir que ela atinja a temperatura ambiente antes de ir ao fogo. Carnes úmidas acabam cozinhando no vapor, enquanto a superfície seca favorece o sabor e a textura. Além disso, a escolha do combustível pode influenciar o aroma do preparo. O carvão oferece constância, mas o uso de lenhas frutíferas, como macieira ou laranjeira, adiciona camadas de perfume e identidade ao alimento.
O descanso da carne faz diferença
Existe um mito comum de que selar a carne serve para “prender o suco” em seu interior, mas a realidade é que esse processo serve para maximizar o sabor e a textura através da caramelização. O que realmente garante a manutenção da umidade é o descanso da carne após o preparo. Cortar a peça imediatamente após retirá-la do fogo faz com que o suco escorra na tábua, resultando em uma carne seca.
Qual é o momento certo de temperar?
O momento de salgar a carne depende da espessura do corte. Para peças baixas, de até três centímetros, o ideal é aplicar o sal apenas ao final da cocção para garantir uma boa crostinha. Mas essa não é a única opção. A assadora Daniela França Pinto, por exemplo, costuma usar sal grosso levemente moído ao virar a carne na grelha e finalizar com flor de sal após o preparo, o que permite um ajuste da salinidade.



