Honda CG 50 anos: guia completo para comprar uma moto usada e custos de manutenção
Honda CG 50 anos: guia para comprar usada e custos

Honda CG: 50 anos de história e liderança

Em 2026, a Honda CG celebra 50 anos como uma das motocicletas mais importantes da história brasileira. Desde o lançamento da CG 125, em 1976 — primeira Honda produzida no Brasil, na fábrica de Manaus (AM) — mais de 16 milhões de unidades foram fabricadas. Esse número explica por que a CG é considerada o veículo motorizado mais vendido de todos os tempos no País.

Ao longo de cinco décadas, a receita mudou pouco: mecânica simples, manutenção acessível, baixo consumo de combustível e robustez. Essas características transformaram a CG em ferramenta de trabalho, meio de transporte e porta de entrada para milhões de motociclistas brasileiros.

Essa combinação de qualidades também garante excelente liquidez no mercado de usados. Por isso, a Honda CG inaugura o Guia de Compra do Jornal do Carro, série que trará dicas para quem pretende adquirir uma motocicleta usada, destacando pontos fortes, problemas recorrentes e custos de manutenção.

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Comprando uma CG usada: o que observar

A importância da linha CG vai além da liderança entre as motocicletas zero-quilômetro. O modelo também domina o mercado de usados há décadas e é uma das motos mais procuradas do Brasil. Apesar da fama de resistente, a CG não está livre de problemas. Antes de fechar negócio, vale ficar atento aos principais pontos de atenção relatados por proprietários e oficinas especializadas.

1. Ruídos nas válvulas: Barulhos provenientes da parte superior do motor estão entre as reclamações mais frequentes. Na maioria dos casos, o problema está relacionado à falta de regulagem periódica das válvulas de admissão e escapamento. Durante a inspeção, ligue a moto com o motor frio e observe a presença de ruídos excessivos.

2. Consumo de óleo: Alguns proprietários relatam redução do nível de óleo acima do esperado, principalmente em motos submetidas a uso intenso. Verifique o histórico de manutenção e confira o nível do lubrificante antes da compra.

3. Desgaste no câmbio: Embora não seja uma falha generalizada, há registros de desgaste prematuro em componentes do câmbio. O sintoma mais comum é um ronco durante a condução. Teste todos os engates e certifique-se de que as trocas de marcha ocorram de forma suave e silenciosa.

4. Sensor híbrido: Localizado no corpo de injeção, o sensor híbrido pode apresentar falhas que provocam oscilações na marcha lenta e respostas irregulares ao acelerador. Durante o test ride, observe possíveis falhas em baixas rotações e retomadas.

5. Sistema de freios CBS: Nas versões equipadas com freios CBS (Combined Braking System), alguns proprietários relatam desgaste acelerado das pastilhas dianteiras. Avalie o estado do sistema e verifique se as manutenções foram realizadas corretamente.

Checklist básico para qualquer moto usada

Além dos pontos específicos da CG, alguns itens merecem atenção em qualquer motocicleta usada: chassi (sinais de soldas, trincas, repintura ou deformações); suspensão (vazamentos de óleo, empenamentos e marcas excessivas); freios (discos, pastilhas, fluido e funcionamento); rodas (folgas nos rolamentos, empenamentos e estado dos raios); direção (caixa de direção sem travamentos ou folgas); pneus (desgaste irregular, rachaduras ou sulcos rasos); sistema elétrico (farol, lanterna, piscas, buzina e painel); acabamentos (desalinhamentos podem indicar reparos após quedas); documentação (multas, débitos, restrições e histórico de leilão).

Quanto custa manter uma Honda CG?

Para ajudar quem está pesquisando uma unidade usada, reunimos os preços médios de alguns dos componentes mais substituídos. Os valores podem variar conforme a região e a escolha entre peças originais ou paralelas. Pastilha de freio dianteira: R$ 40 a R$ 230; lona traseira: R$ 35 a R$ 90; kit relação (corrente, coroa e pinhão): R$ 150 a R$ 450; pneu dianteiro: R$ 180 a R$ 350; pneu traseiro: R$ 220 a R$ 450; jogo de piscas: R$ 50 a R$ 180; manete: R$ 20 a R$ 80; bateria: R$ 120 a R$ 300.

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As gerações da Honda CG

1ª geração (1976-1982): Produção nacional, motor 125 cm³ com comando por varetas e pioneira versão a álcool em 1981. 2ª geração (1983-1988): Novo visual, melhorias de consumo, câmbio de cinco marchas e versão Cargo. 3ª geração (1989-1994): Lançamento da CG Today, chassi reforçado e ignição eletrônica CDI. 4ª geração (1995-1999): Estreia da CG Titan, novo design e primeiras versões com freio a disco dianteiro. 5ª geração (2000-2003): Melhorias em conforto, acabamento e partida elétrica. 6ª geração (2004-2009): Motor 150 cm³ e versões Sport, Job e Fan. 7ª geração (2009-2013): Injeção eletrônica PGM-FI e tecnologia flex com CG 150 Titan Mix. 8ª geração (2014-2015): Introdução dos freios CBS e lançamento da CG Start. 9ª geração (2016-2021): Motor 160 cm³, mais desempenho e atualizações. 10ª geração (2022-atual): Novo visual, tomada USB, freio traseiro a disco e ABS na dianteira.

Vale a pena comprar uma Honda CG usada?

Cinco décadas depois de seu lançamento, a CG continua sendo uma das compras mais seguras do mercado de motocicletas usadas. A ampla disponibilidade de peças, a mecânica simples, os baixos custos de manutenção e a forte valorização favorecem a escolha. Como acontece com qualquer veículo usado, a recomendação é pesquisar, comparar exemplares e realizar uma inspeção criteriosa. Com atenção aos detalhes e um histórico de manutenção transparente, as chances de fazer um excelente negócio são elevadas. Afinal, poucas motocicletas construíram uma reputação tão sólida no Brasil quanto a Honda CG.