A Fifa tornou-se alvo de uma investigação no Congresso dos Estados Unidos devido à sua estreita relação com o ex-presidente Donald Trump. O deputado democrata Jamie Raskin, membro da Câmara dos Representantes, enviou uma carta ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, cobrando esclarecimentos sobre encontros, presentes e acordos firmados entre a entidade máxima do futebol e o ex-mandatário americano.
Conteúdo da carta e exigências de Raskin
Na carta, Raskin solicita acesso a todos os registros de reuniões realizadas entre representantes da Fifa e Trump ou sua equipe, além de uma lista de presentes trocados e acordos comerciais ou diplomáticos. O deputado argumenta que a relação entre as partes levanta questões sobre conflitos de interesse e possível influência indevida, especialmente no contexto da Copa do Mundo de 2026, que será sediada em parte pelos Estados Unidos.
A investigação ocorre após uma série de eventos que aproximaram Infantino e Trump. Em 2019, Infantino foi recebido na Casa Branca, e Trump participou de cerimônias relacionadas à premiação de sedes. Além disso, a Fifa concedeu à administração Trump o direito de sediar a Copa do Mundo de 2026 em parceria com Canadá e México, um processo que, segundo críticos, careceu de transparência.
Histórico de investigações contra a Fifa
Esta não é a primeira vez que a Fifa enfrenta escrutínio nos Estados Unidos. Em 2015, a entidade foi abalada por um enorme escândalo de corrupção que levou à prisão de vários dirigentes. O Departamento de Justiça dos EUA conduziu uma investigação que resultou em mais de 40 acusações e condenações. Agora, a nova investigação no Congresso pode reacender debates sobre a governança da Fifa e suas práticas.
A carta de Raskin foi enviada em 27 de julho de 2026, e o prazo para resposta é de 30 dias. Caso a Fifa não coopere, o Congresso pode emitir intimações formais. A entidade ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes internas indicam que pretende colaborar para evitar danos à imagem.
Impacto político e diplomático
A investigação ocorre em um momento político delicado, com as eleições presidenciais de 2026 se aproximando. Trump, que busca retornar à Casa Branca, já reagiu nas redes sociais, chamando a investigação de “caça às bruxas”. Especialistas apontam que o caso pode ter repercussões na candidatura de Trump, embora ainda não haja evidências de irregularidades.
Para a Fifa, a situação representa um risco à sua credibilidade, especialmente em um ano de Copa do Mundo. A entidade busca modernizar sua imagem após os escândalos do passado, e uma nova investigação pode manchar esses esforços. O Congresso dos EUA promete manter pressão até que todos os documentos sejam entregues.



