Aos 77 anos, professora cria movimento contra etarismo e propõe 'mentalidade da longevidade'
Professora de 77 anos cria movimento contra etarismo

A professora Helen Hirsh, aos 65 anos, viveu o que muitos idosos enfrentam: perda de confiança. 'Sentia-me irrelevante, invisível. As pessoas não me procuravam mais como referência', conta. Com cinco décadas na educação, decidiu se aprofundar na situação. 'Descobri que internalizava o etarismo, uma visão negativa da velhice, que se tornaria uma profecia autorrealizável', lembra.

O início do movimento

Um ex-aluno sugeriu que ela fizesse um curso de empreendedorismo social. Assim, criou o Top Sixty Over Sixty, referência na luta contra o idadismo e pela diversidade etária no Canadá. Em parceria com Debra Yearwood, lançou o livro ReSet: Making the Most of the Rest of Your Life (em tradução livre, 'Reiniciar: aproveitando ao máximo o resto da sua vida').

Conteúdo do livro

Na primeira parte, Hirsh mostra como o etarismo deve ser denunciado, pois leva ao isolamento, depressão e morte prematura. Na segunda, oferece reflexões, ferramentas e estratégias para reescrever esse roteiro. A obra dialoga com Longevity Nation, de Michael Clinton, que afirma: 'Ainda convivemos com o pensamento do século XX, de que a vida é curta. Aos 65, as pessoas se fecham para novas possibilidades'.

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Mentalidade da longevidade

Aos 77 anos, Hirsh propõe uma 'mentalidade da longevidade': consciência plena de que vidas mais longas devem ter significado e propósito. 'Comecei coisas novas aos 67 e quero ajudar as gerações futuras a fazer o mesmo', disse em palestra. Suas principais sugestões incluem:

  • Conscientize-se: reconheça o idadismo e desconstrua o preconceito. Mostre que, mesmo sem intenção, diminuem os idosos, como na fala infantilizada dos cuidadores.
  • Pergunte-se: o que você não começou ou parou de fazer por se achar velho demais? Reconecte-se com suas forças e motivação, valorizando sabedoria e experiência.
  • Reencontre-se: novos propósitos e oportunidades existem em qualquer idade. Envolva-se em causas, busque convivência intergeracional, mantenha-se engajado e visível.

O esporte também transforma a rotina e a mentalidade de quem busca longevidade, complementa a autora.

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