Uma pesquisa recente da Arco Educação revelou que 52% dos adolescentes brasileiros enfrentam dificuldades para fazer novas amizades, e 19% recorrem à inteligência artificial (IA) como companhia. O estudo, que ouviu jovens de 12 a 17 anos, mostra que a solidão tem levado muitos a buscar interação com chatbots e assistentes virtuais.
Meninas são as mais afetadas
O levantamento aponta que as meninas são as que mais sofrem com a solidão: 33,4% delas relatam dificuldade em formar amizades, contra 18,6% dos meninos. Além disso, 22% das adolescentes afirmam usar IA para conversar quando se sentem sozinhas, enquanto entre os meninos o índice é de 15%.
Impacto da tecnologia nas relações sociais
Para a psicóloga infantil Marina Costa, a substituição de amigos reais por IA pode prejudicar o desenvolvimento social. "A interação humana envolve nuances que a máquina não reproduz, como empatia e linguagem corporal. O uso excessivo pode aprofundar o isolamento", alerta. Por outro lado, a IA pode ser uma ferramenta de apoio para jovens tímidos, desde que supervisionada.
Educação Socioemocional como solução
A pesquisa destaca a necessidade de programas de Educação Socioemocional nas escolas para combater o isolamento. "Ensinar habilidades como comunicação, empatia e resolução de conflitos é essencial para que os jovens construam relacionamentos saudáveis", afirma a coordenadora do estudo, Ana Paula Silva. Ela também sugere que as famílias dialoguem sobre o uso da IA, estabelecendo limites e incentivando atividades presenciais.
Dados da pesquisa
- 52% dos adolescentes têm dificuldade em fazer amizades.
- 19% usam IA como companhia.
- 33,4% das meninas sofrem com solidão.
- 22% das adolescentes conversam com IA por solidão.
O estudo reforça que a tecnologia não substitui o contato humano e que o apoio familiar e escolar é fundamental para o bem-estar emocional dos jovens.



