Polônia vence EUA e conquista a Liga das Nações de vôlei
Polônia vence EUA e conquista a Liga das Nações de vôlei

Em uma final decidida no tie-break, a Polônia reafirmou sua condição de potência do vôlei mundial. Neste domingo, a equipe polonesa derrotou os Estados Unidos por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 23/25, 25/27, 25/23 e 15/10, e conquistou o terceiro título da Liga das Nações masculina de vôlei — o segundo consecutivo. Os americanos seguiram sem levantar o troféu e mantêm o foco nos Jogos Olímpicos de 2028, que serão disputados em Los Angeles.

Virada no tie-break garante o tricampeonato

O confronto foi equilibrado, e a decisão ficou para o quinto set. A Polônia, atual vice-campeã olímpica, chegou a estar atrás no placar por 8 a 7, mas reagiu de forma impressionante: abriu 13 a 7 e praticamente definiu o título. O técnico Nikola Grbić teve papel importante na conquista ao promover mudanças na equipe durante a partida. Uma delas foi a utilização de Leon, um dos melhores ponteiros do mundo, na função de oposto. No ataque, Semeniuk foi o maior pontuador polonês, com 16 pontos, seguido por Fornal, com 15, e Leon, com 14.

A partida começou com a Polônia levando a melhor no primeiro set, por 25/21. No segundo, os Estados Unidos equilibraram e venceram por 25/23. O terceiro set foi mais disputado, e os americanos fecharam em 27/25, abrindo 2 a 1 no placar. A Polônia respondeu no quarto set, vencendo por 25/23, e levou a decisão para o tie-break. No set decisivo, depois de sofrer a virada parcial, a equipe de Nikola Grbić dominou a reta final, marcou seis pontos seguidos e fechou em 15 a 10.

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A conquista reforça o bom momento da Polônia, que chega ao terceiro título na história da competição. A equipe vem se mantendo no topo do vôlei mundial, com um elenco profundo e versátil. O trabalho do técnico Nikola Grbić tem sido fundamental para dar ao time uma identidade competitiva, especialmente nos jogos em que o nível de pressão pede respostas imediatas.

Anderson e Hanes brilham, mas EUA caem na final

Os Estados Unidos tiveram atuação consistente, mas não conseguiram superar a Polônia no momento decisivo. Os principais nomes da equipe foram Matt Anderson e Jack Hanes. Anderson, de 39 anos, é considerado um dos maiores jogadores da história do país e, após uma pausa na seleção, voltou atuando em uma nova posição, como ponteiro. Ele terminou a partida com 19 pontos. Anderson ainda levou uma cotovelada no rosto durante uma comemoração de ponto, em um lance que chamou a atenção. Já Hanes, que atua como oposto, foi o maior pontuador da equipe, com 21 pontos. Apesar do desempenho individual, os EUA seguem sem conquistar a Liga das Nações.

A campanha americana, no entanto, deixa sinais positivos. O retorno de Anderson dá experiência ao elenco, e Hanes aparece como uma alternativa ofensiva de alto nível. Com os Jogos Olímpicos de 2028 em casa, o time ganha um horizonte de longo prazo para evoluir e buscar um resultado importante.

Eslovênia conquista o primeiro pódio

Na disputa pelo bronze, a Eslovênia venceu o Japão por 3 sets a 1 e assegurou a primeira medalha da história do país na Liga das Nações. A equipe eslovena havia terminado em quarto lugar em três oportunidades, inclusive na edição passada, e enfim subiu ao pódio. O Japão, que passou invicto pela primeira fase, com 12 vitórias em 12 jogos, acabou ficando fora da premiação.

O resultado é histórico para a Eslovênia, que vinha construindo campanhas consistentes no vôlei europeu e agora alcança o pódio em um torneio global. A equipe, que já havia chegado perto em edições anteriores, finalmente conquista uma medalha na Liga das Nações.

Brasil fora da fase final

O Brasil não participou da fase final da Liga das Nações masculina de vôlei pela primeira vez na história do torneio, que começou em 2018. A seleção brasileira encerrou a fase classificatória em nono lugar, com sete vitórias e cinco derrotas, e não conseguiu vaga entre os oito classificados. O desempenho interrompe uma sequência que o Brasil mantinha desde a criação da VNL. Na época da Liga Mundial, disputada entre 1989 e 2017, o Brasil só havia ficado fora da fase decisiva uma vez, em 1991. A eliminação da seleção brasileira foi analisada pelo jornalista Guilherme Costa, que apontou os principais fatores da queda de rendimento.

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A ausência do Brasil na fase final é um fato inédito e acende um alerta para o futuro. A seleção, acostumada a decidir títulos, agora terá de trabalhar em busca de uma reestruturação para voltar a brigar no alto nível das próximas competições. O desempenho na Liga das Nações serve de termômetro para o ciclo olímpico, e a comissão técnica precisa encontrar rapidamente soluções para o time voltar a ser protagonista.