A seleção brasileira feminina de vôlei cumpriu uma agenda dupla nesta quarta-feira, com dois jogos em países diferentes. Em Macau, na China, a equipe principal venceu o Japão por 3 sets a 1 (24-26, 25-22, 25-16 e 25-20) e avançou à semifinal da Liga das Nações (VNL). Mais tarde, às 15h15 (de Brasília), um time alternativo estreou na Copa Sul-Americana contra a Bolívia, em Lima, no Peru.
Virada contra o Japão na VNL
O primeiro duelo não começou bem para o Brasil. O Japão venceu o primeiro set por 26-24, mas a seleção brasileira reagiu e virou o jogo, garantindo a vitória por 3 a 1. A ponteira Ana Cristina foi a maior pontuadora da partida, com 30 pontos. Com o resultado, o Brasil avançou à semifinal da VNL, torneio criado em 2018 do qual a seleção é vice-campeã em 2019, 2021, 2022 e 2025, mas ainda busca o primeiro título.
Na semifinal, no próximo sábado, o Brasil enfrentará a Itália, atual bicampeã da VNL, campeã olímpica e mundial. Será um desafio de alto nível para a equipe comandada por Zé Roberto Guimarães.
Copa Sul-Americana com time alternativo
No segundo jogo do dia, o Brasil entrou em quadra com um time alternativo sob o comando de Wagão, auxiliar de Zé Roberto na equipe principal. A estreia na Copa Sul-Americana foi contra a Bolívia, no Grupo A, que ainda inclui Peru e Chile. Os dois primeiros de cada grupo avançam às semifinais.
A competição classifica quatro times para o Campeonato Sul-Americano, que será disputado no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, em setembro. Brasil e Argentina já têm vaga garantida no torneio, que vale vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Estratégia de renovação e testes
A dupla jornada faz parte de uma estratégia da comissão técnica para renovar o grupo principal e testar novas jogadoras. Wagão destacou a importância da Copa Sul-Americana para dar experiência às atletas: "Para nós é uma competição importante no calendário Sul-Americano. Isso ajuda a manter as jogadoras em nível internacional. A seleção B tem essa relevância, de dar mais rodagem às atletas, e mantê-las no ambiente de seleção brasileira. Cada vez que elas se apresentam é uma possibilidade a mais de ver o nível técnico delas e alinhar com a nossa metodologia de trabalho. Isso ajuda na construção de carreiras delas, e na continuidade delas no ambiente de seleção, vislumbrando futuras convocações."
O time alternativo convocado para a Copa Sul-Americana inclui as opostas Jaque Schmitz e Sabrina; as levantadoras Bruninha, Kenya e Vivian; as ponteiras Aline Segato, Glace Kelly, Karina Souza e Mari Brambilla; as centrais Lanna, Lívia e Juju Gandra; e as líberos Kika e Paulina. Oito seleções participam do torneio: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.



