A Argentina chega à decisão da Copa do Mundo de 2026 cercada por números que explicam sua campanha até a final contra a Espanha. Atual campeã mundial, a equipe de Lionel Scaloni acumula 15 vitórias consecutivas em partidas eliminatórias desde 2019 e está a um triunfo de conquistar um bicampeonato inédito para o país.
Resiliência nos momentos finais
A classificação sobre a Inglaterra, por 2 a 1 de virada, reforçou a fama de resiliência da seleção. No atual Mundial, a Argentina precisou buscar resultados nos minutos finais em praticamente todas as fases do mata-mata: eliminou Cabo Verde na prorrogação, virou sobre o Egito após sair perdendo por 2 a 0, despachou a Suíça também no tempo extra e reverteu a desvantagem diante dos ingleses em apenas sete minutos.
Os números reforçam esse poder de reação. Dos 11 gols marcados pela Argentina nas quatro partidas eliminatórias desta Copa, nove saíram após os 30 minutos do segundo tempo — o equivalente a 82% do total.
Consistência desde 2019
A consistência da equipe impressiona no longo prazo. Desde a derrota para o Brasil na semifinal da Copa América de 2019, a Argentina disputou 92 partidas, com 75 vitórias, 12 empates e apenas cinco derrotas. No período, conquistou quatro títulos: as Copas Américas de 2021 e 2024, a Finalíssima de 2022 e a Copa do Mundo do Catar, em 2022.
No mata-mata, a invencibilidade também chama atenção. Desde 2019, os argentinos venceram todos os confrontos eliminatórios: Equador, Colômbia e Brasil na Copa América de 2021; Itália na Finalíssima; Austrália, Holanda, Croácia e França na Copa de 2022; Equador, Canadá e Colômbia na Copa América de 2024; além de Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra no Mundial de 2026.
Legado de Scaloni
O desempenho consolida Lionel Scaloni entre os maiores técnicos da história da seleção argentina. Campeão mundial em 2022, ele chegou à sua segunda final de Copa do Mundo, igualando Carlos Bilardo, que esteve nas decisões de 1986 e 1990, e superando César Luis Menotti, campeão em 1978.



