Revolut anuncia conselho consultivo com Paulo Guedes no Brasil
Revolut cria conselho consultivo com Paulo Guedes no Brasil

A fintech britânica Revolut anunciou nesta quinta-feira (11) a criação de um conselho consultivo independente no Brasil. O grupo será composto por Paulo Guedes, ex-ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro, além de Luiz Lobo, que acumula passagens por áreas de risco de bancos como Rabobank e BTG Pactual, e Ana Novaes, que já foi conselheira da B3 e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Segundo a Revolut, o conhecimento macroeconômico de Guedes e a sua rede de relacionamentos internacionais foram fatores determinantes para a incorporação ao grupo de conselheiros. “Estou entusiasmado em contribuir para o fortalecimento institucional e a expansão sustentável da empresa”, afirmou o economista em nota.

A Revolut considera o Brasil como um mercado estratégico para o seu crescimento global e pretende construir uma operação de longo prazo no País. “Em um cenário de evolução regulatória e crescente competitividade nos serviços financeiros, a Revolut combina inovação com a experiência de profissionais que lideraram organizações em contextos de crise e de crescimento”, disse Glauber Mota, CEO da Revolut Brasil.

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Revolut pode valer o dobro do Nubank

A Revolut pode passar a ter um valor de mercado duas vezes superior ao do Nubank, segundo cálculos do BTG Pactual. A comparação leva em conta a possibilidade de a fintech britânica realizar uma nova oferta secundária de ações, que avaliaria a empresa em US$ 115 bilhões, de acordo com informações da Bloomberg.

Se confirmada, a nova operação representaria um aumento de aproximadamente 53% no valor de mercado da Revolut em relação aos US$ 75 bilhões atribuídos na oferta secundária de novembro, que contou com o apoio de investidores como Coatue, Andreessen Horowitz e NVentures, braço de investimentos da Nvidia.

“Esse ponto é particularmente relevante porque Revolut e Nubank vêm sendo cada vez mais comparados como duas das maiores plataformas globais de banco digital, embora ainda apresentem modelos de negócios distintos”, avalia o BTG.

O Nubank continua mais focado em crédito e na América Latina. Já a Revolut possui um perfil global e uma estrutura de monetização diversificada, baseada em câmbio, pagamentos, assinaturas, investimentos, criptomoedas e contas empresariais.

Enquanto a Revolut passa a contar agora com Paulo Guedes em seu conselho consultivo, o Nubank já havia feito um movimento semelhante ao recrutar Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, para o cargo de vice-chairman e chefe global de políticas públicas da fintech. A contratação foi anunciada em julho de 2025, após o cumprimento do período de quarentena exigido para ex-presidentes do BC.

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