Onda Finance solicita ao BC autorização para atuar como SPSAV
Onda Finance pede licença SPSAV ao Banco Central

A Onda Finance está entre as primeiras empresas do setor de ativos virtuais a protocolar junto ao Banco Central (BC) pedido de autorização para atuar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV). A fintech brasileira de infraestrutura financeira trabalha com pagamentos internacionais, liquidação em stablecoins, serviços de custódia de criptoativos e cartões corporativos internacionais.

Exigências para autorização incluem capital mínimo e normas contábeis

Ao se tornarem instituições do Tipo 3, as SPSAVs passam a estar sujeitas a exigências como capital mínimo, estruturas gerenciais, normas contábeis, obrigações periódicas perante o Banco Central e regras de divulgação de informações. A empresa pretende se enquadrar na categoria Tipo 3 para fins de supervisão prudencial, aproximando-se, em grande medida, das corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários. Com isso, a Onda Finance passará a competir com instituições de maior porte do mercado financeiro, como bancos e corretoras.

Brasil é o 5º país em criptomoedas

Segundo dados da plataforma de análise blockchain Chainalysis, o Brasil é o 5º país do mundo com maior adoção de criptomoedas e movimentou US$ 318,8 bilhões em criptoativos entre julho de 2024 e junho de 2025, liderando com folga a América Latina em volume de transações e evidenciando a relevância do setor no País. Cerca de 90% desse volume foi realizado por meio de stablecoins, criptoativos projetados para manter estabilidade de preço e geralmente atrelados a moedas tradicionais, especialmente ao dólar.

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Segundo o CEO da Onda Finance, Nildson Alves, é natural que o mercado se consolide em torno de um número reduzido de SPSAVs, e o objetivo da companhia é integrar esse grupo. “É claro que o setor vai se consolidar com as novas regras. Procuramos nos posicionar como um dos poucos players do mercado a obter as novas licenças e, assim, nos tornar um provedor de serviços para outras empresas de Ativos Virtuais que não irão buscar essas autorizações”, afirma.

Exigências são filtro para o mercado

Na avaliação de Diego Perez, vice-presidente e diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), das cerca de 200 a 250 empresas mapeadas pelo Banco Central (BC), aproximadamente 50 teriam condições de solicitar as licenças após a implementação das exigências de capital mínimo. Desse grupo, ele estima que apenas entre 10 e 15 empresas conseguirão obter as autorizações e permanecer no mercado regulado.

Alves diz que a empresa pretende expandir seus negócios por meio de uma fusão com uma Sociedade de Crédito Direto (SCD), sem revelar o nome da potencial parceira. “Podemos ter uma fusão em breve. Estamos mantendo conversas abertas”, diz Alves.

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