Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (20/07) com queda de 0,26%, aos 174.665 pontos, mantendo o fluxo negativo e reforçando a perda de força observada nos últimos pregões.
Cenário externo e interno
No cenário externo, os investidores mantiveram postura cautelosa diante da continuidade do conflito entre Estados Unidos e Irã, enquanto as bolsas americanas encerraram o dia em queda. Na Europa, os mercados foram beneficiados pelo alívio momentâneo nos preços do petróleo, embora a commodity tenha voltado a subir ao longo da sessão com a escalada das tensões geopolíticas.
No Brasil, o Ibovespa oscilou durante todo o pregão e encerrou com leve baixa, refletindo o equilíbrio entre a queda das ações da Vale (VALE3) e a valorização da Petrobras (PETR3; PETR4) e de parte do setor bancário. Para os traders de mini-índice, o foco permanece no cenário internacional, na evolução dos preços do petróleo e no ambiente político doméstico, além do noticiário econômico, fatores que seguem influenciando o fluxo e a volatilidade do índice futuro.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice manteve a pressão vendedora e voltou a encerrar a sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando a predominância dos vendedores no curto prazo. Para que esse movimento de baixa tenha continuidade, considero importante o rompimento da faixa de 174.515/174.115 pontos. Caso esse suporte seja perdido, o índice poderá acelerar as quedas em direção a 173.730/173.110 pontos, com alvo mais amplo na região de 172.830/172.430 pontos.
Por outro lado, uma reação compradora dependerá da superação da resistência em 174.990/175.365 pontos. Se houver entrada consistente de fluxo comprador, vejo espaço para avanço até 175.650/176.065 pontos, tendo como objetivo mais longo a faixa de 176.870/177.730 pontos.
Análise do gráfico diário
No gráfico diário, a estrutura continua enfraquecida. O índice permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém o risco de continuidade do movimento corretivo e exige cautela dos compradores. Para que o cenário volte a favorecer a alta, considero necessária a recuperação das médias e o rompimento da resistência em 176.065/178.765 pontos. Se essa região for superada, os próximos objetivos passam a ser 180.670/183.925 pontos.
No cenário oposto, uma perda da faixa de 174.515/172.000 pontos poderá intensificar a pressão vendedora, abrindo espaço para novas quedas até 170.210/169.090 pontos. O IFR (14) está em 45,84 pontos, em região neutra.
Análise do gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice segue com uma estrutura técnica negativa ao permanecer abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, cenário que reforça o domínio dos vendedores. Para que o fluxo de baixa continue, acompanho a perda do suporte em 174.515/174.115 pontos. Caso essa região seja rompida, o índice poderá buscar 172.430/172.000 pontos, com alvo mais longo em 171.400/170.210 pontos.
Por outro lado, uma recuperação dependerá da superação da resistência em 175.955/176.870 pontos. Se esse rompimento ocorrer com aumento de volume, o índice poderá avançar em direção a 178.765/179.220 pontos, tendo como objetivo seguinte a região de 180.670/181.515 pontos.
Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos e 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz (analista técnico CNPI-T).



