As marcas patrocinadoras da Copa do Mundo de 2026 estão adotando estratégias de comunicação que vão além dos tradicionais anúncios em estádios e intervalos comerciais. Com o crescimento do consumo de conteúdo em dispositivos móveis e redes sociais, as empresas investem em campanhas integradas que ocupam múltiplas telas simultaneamente.
Presença multiplataforma
Segundo levantamento da agência de marketing Esportivo End to End, o investimento em ativações digitais cresceu 35% em relação ao mundial anterior. As marcas buscam engajar o público que assiste aos jogos pela TV, mas também interage em tempo real no celular ou tablet. “O torcedor de hoje não se contenta em apenas ver o jogo; ele quer comentar, compartilhar e vivenciar a experiência em várias plataformas”, afirma Carlos Mendes, diretor de marketing da agência.
Exemplos de ativação
Uma das marcas que se destacou foi a Ambev, que criou uma campanha com filtros de realidade aumentada para redes sociais e quizzes interativos durante os intervalos. A ação gerou mais de 2 milhões de interações nas primeiras duas semanas de competição. Outra empresa, a fabricante de eletrônicos Samsung, lançou uma série de vídeos curtos para o TikTok mostrando bastidores dos jogos, com patrocínio de influenciadores digitais.
Estádios conectados
Nos estádios, as marcas também inovam. Painéis de LED interativos permitem que torcedores enviem mensagens que aparecem em tempo real durante a partida. A Nike, por exemplo, instalou totens para selfies que compartilham automaticamente as fotos nas redes sociais dos usuários. “A ideia é transformar o estádio em um estúdio de conteúdo gerado pelo próprio fã”, explica Renata Silva, gerente de branding da Nike Brasil.
Resultados e métricas
O retorno sobre investimento (ROI) dessas ações é medido não apenas pelo aumento de vendas, mas pelo engajamento online. Dados da Kantar mostram que marcas com presença multiplataforma durante a Copa têm 40% mais recall de propaganda do que aquelas que anunciam apenas na TV. “A exposição em múltiplos pontos de contato cria uma percepção de onipresença, o que fortalece o vínculo com o consumidor”, comenta o analista de mídia Paulo Oliveira.
Desafios e tendências
Apesar dos benefícios, a estratégia exige planejamento cuidadoso para evitar canibalização entre canais. Especialistas apontam que a personalização é chave: conteúdos diferentes para cada plataforma, adaptados ao formato e ao comportamento do usuário. Para a próxima Copa, a tendência é o uso de inteligência artificial para criar experiências ainda mais imersivas, como realidade virtual e compras diretas durante a transmissão.



